Subsidiar a Cultura 2

A. M. Seabra denuncia endogamia cultural.

Se descontarmos a benevolência relativamente ao Pedro Cabrita Reis e às suas poses cabotino-liricoides, o Seabra tem toda a razão em quase tudo o que vem escrevendo sobre a pandilha portuga da “arte contemporânea”. No essencial, anda muito certo ao afirmar que a dita pandilha é uma nomenclatura (da mediocridade pomposa, acrescento); e que as respectivas membranas funcionam – há décadas – em regime de vasos comunicantes, sob os auspícios inocentes de inúmeros orçamentos de interesse público. A coisa, porém, já deixou de ser um problema de ética, para ser um caso de telenovela. Tem, de facto, todos os ingredientes: sexo, cabotinismo, tráfico de influências, prepotência, manipulação de inocentes, censura, falsificações históricas sistemáticas, cobardia, um bocado do cadáver do Bloco Central ainda aos pinotes e a mais completa ausência de estratégia cultural que imaginar possamos (escancarada, aliás, no pseudo Museu de Serralves). Como se tal herança não fosse já de si pesada, caiu ainda na actual sopa de pobres (diabos) um presidente IA meu bué de irreverente e um daqueles ministros que o Eça levava meses a burilar! Mas atenção: o caruncho corroeu também a totalidade dos pasquins do burgo. Não padecemos apenas de uma epidemia de pedófilos. Padecemos duma pandemia de estupidez! — ACP

PS1 – antes comprar, olhem bem para as cotações, por exemplo no Artprice
PS2 – leitura obrigatória: Seabra #1  Seabra #2

O-A-M
blog #23
26 (?) Janeiro 2004

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