Europa referenda

Chirac e Schroder bebem por qual Europa?

A Multidão Europeia quer votar!

Recebi esta msg do artista holandês Peter Luining:

“ohnoqt@yahoo.com wrote:
‘How do you explain the fact that a large majority of people who voted as you did (no), are very fond of populist, raciste and conservative ideas?’
Polls after the French vote show that this explanation is wildly incorrect:

Key paragraph:
‘According to SOFRES [a polling institution], the “no” voters made their decision because “this treaty will exacerbate unemployment in France” (46%), “to show they’re fed up with the current situation” (40%), “a ‘no’ vote will make it possible to renegotiate the treaty” (35%), “this treaty is too neoliberal” (34%), “this treaty is particularly difficult to understand (34%), “Europe threatens France’s identity” (19%) or “because of Turkey” (18%). Among these reasons, issues of social protection and opposition to neoliberalism are clearly far ahead of xenophobic tendencies and worries about national sovereignty. This is confirmed by the IPSOS poll, according to which the three main reasons for the “no” vote are dissatisfaction with the current economic and social situation in France (52%), the view that the proposed treaty is “too neoliberal” (40%) and confidence in being able to get a better constitution after a renegotiation (39%). One last proof that at the heart of the “no” vote is the desire for another sort of Europe: according to most of the polling institutions, a very large majority of “no” voters (64% according to CSA) want France to ask for a new European constitution to be written.'”

Li entretanto o artigo de Thomas Lemahieu, publicado em Le Web de l’Humanité, com o título “Le véritable message des urnes”. Aí encontrei alguns outros dados muito interessantes sobre o referendo francês: 54% dos estudantes votaram a favor do Tratado; 65% dos profissionais liberais disseram OUI, 56% dos reformados e pensionistas estiveram a favor da nova “Constituição”, e o mesmo acontece com as pessoas que ganham mais do que 3000 Euros mensais. Os jovens estudantes, tal como as pessoas que criam os seus próprios empregos, os idosos e os executivos bem pagos pensam que a Europa se deve reforçar e tornar-se mais competitiva no contexto actual da mundialização económica e política. Os trabalhadores por conta das empresas e do Estado, por sua vez, querem uma Europa mais social e temem pelos efeitos perversos da actual deriva neoliberal dos políticos socialistas, social-democratas, liberais e democrata-cristãos, e sobretudo dos eurocratas, no Estado Providência.

Olhando para estes dois aspectos bem diversos do problema, penso que os NÃO da França e da Holanda forçarão finalmente um grande debate europeu sobre o futuro da Europa e a sua desejável identidade num mundo globalizado. Ora isto não pode deixar de ser encarado como uma boa notícia para todos nós, europeus!

A “multidão” europeia (Antoni Negri and Michael Hardt, autores deste novo conceito, usam a expressão “multitude”) começou finalmente a mover-se como uma rede de “inteligência colectiva” alternativa, a qual obrigará os eurocratas e os velhos partidos políticos a redefinir os seus métodos de actuação e as suas prioridades.

Por este facto, julgo que deveremos todos exigir a realização dos referenda agendados em vários países europeus (República Checa, Polónia, Dinamarca, Reino Unido, Portugal, etc.)

A MULTIDÃO EUROPEIA QUER VOTAR!

O-A-M#77, 06 Junho 2005

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