Socrates 15


Sócrates vs. George Deutsch

George Deutsch foi nomeado por Bush para censurar os cientistas da NASA, e muito especialmente impedir James Hansen de falar sobre o aquecimento gobal. Entretanto, um blogger (Nick Anthis) descobriu que as habilitações inscritas no seu CV não eram verdadeiras.
A coisa começou em 06 de Fevereiro de 2006, no blog Scientific Activist, e a exoneração ocorreu 2 dias e 217 comentários depois…
Aqui está um bom exemplo de produtividade, que o actual governo deveria seguir, antes de pregar a doutrina no vazio.

BREAKING NEWS: George Deutsch Did Not Graduate From Texas A & M University

Through my own investigations I have just discovered that George Deutsch, the Bush political appointee at the heart of administration efforts to censor NASA scientists (most notably to prevent James Hansen from speaking out about global warming), did not actually graduate from Texas A&M University. This should come as a surprise, since the media has implied otherwise, with even The New York Times describing the 24-year-old NASA public affairs officer, as “a 2003 journalism graduate of Texas A&M.” Although Deutsch did attend Texas A&M University, where he majored in journalism and was scheduled to graduate in 2003, he left in 2004 without a degree, a revelation that I was tipped off to by one of his former coworkers at A&M’s student newspaper The Battalion. I later confirmed this discovery through the records department of the Texas A&M University Association of Former Students. — (ler versão integral)


Última hora !

## O que ainda não foi bem explicado


Público 22.04.2007

Às contradições e falhas detectadas na documentação relativa ao processo de licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente, reveladas no primeiro trabalho do PÚBLICO, vieram somar-se ao longo deste mês outros episódios mal explicados, mais documentos contraditórios e declarações do primeiro-ministro ou do seu gabinete que ou remetem as explicações para a Universidade Independente, ou entram em contradição com depoimentos anteriores das mesmas fontes. Breve síntese do que ainda está por esclarecer.

Certificados e fim de curso

No dossier de aluno está um certificado, emitido em 2003, que refere que o curso de José Sócrates foi concluído a 8 de Setembro de 1996. Num outro certificado, que foi enviado para a Câmara da Covilhã em 2000, para que Sócrates fosse reclassificado como engenheiro civil, a data de fim de curso é 8 de Agosto de 1996. O gabinete do primeiro-ministro disse que a data válida de fim de curso é a de 8 de Setembro, depois de ter sido tornado evidente a contradição com a data de um trabalho de Inglês Técnico (26 de Agosto de 1996). Antes deste episódio, o primeiro-ministro validara a data de 8 de Agosto como sendo a correcta.

Avaliações

As notas dos dois certificados de fim de curso conhecidos não batem certo, apresentando seis notas divergentes. Acresce que ambos têm também divergências comparativamente com as classificações das disciplinas concluídas no ISEL e no ISEC. No caso de Inglês Técnico, uma das disciplinas feitas na UnI, Sócrates teve 15 valores, nota idêntica à que lhe foi atribuída num trabalho. Os documentos revelados à imprensa não têm qualquer referência à avaliação oral da cadeira, obrigatória, nem tão-pouco se atesta quando foi realizada e que docentes participaram nessa prova.

Plano de equivalências

Terá sido, segundo a UnI, António Morais a definir o plano de equivalências, com base nas cadeiras já terminadas no ISEC e no ISEL. Esse plano teria, no entanto, ao abrigo da lei, que ser aprovado pelo presidente do Conselho Científico da UnI, facto que não consta nos documentos do dossier de aluno, todos sem qualquer assinatura nem data. A actual direcção da UnI confirmou na semana passada que essa diligência não ocorreu. Também não estão no dossier os programas das cadeiras do ISEL e do ISEC, que deveriam servir para revelar se estas coincidiam ou não com as disciplinas a que Sócrates obteve equivalência na UnI.

Ainda as equivalências

Uma análise ao plano de equivalências definido pela UnI revela que José Sócrates obteve equivalências entre cadeiras semestrais, do ISEC e do ISEL, e cadeiras anuais na UnI. Noutros casos, foi dada equivalência a cadeiras que dificilmente podem ser consideradas coincidentes: são os casos de Legislação de Projectos e Obras e Organização de Recursos Humanos, ou Infra-Estruturas e Teoria das Estruturas I e II. Mas se Sócrates conseguiu equivalências a que tal não tivesse direito, não as requereu a outras cadeiras com conteúdos idênticos. São os casos de Composição de Betões (13 valores, no ISEC), Betão Armado I (16) e Betão Armado II (15) ou das disciplinas de Teoria das Estruturas I e II (10 e 13). Essas cadeiras poderiam ter poupado a frequência de Betão Armado e Pré-Esforçado (concluída na UnI com 18 valores) e de Análise de Estruturas (17 valores). Foram duas das quatro cadeiras ministradas por António Manuel Morais.

Dossier de aluno

O reitor e o primeiro-ministro deram acesso ao PÚBLICO ao dossier de aluno de José Sócrates, sublinhando que aí estavam todos os documentos relativos à licenciatura. Duas semanas depois, o Expresso fez a mesma diligência. O dossier, nesse espaço de tempo, mudou: pelo menos duas pautas com notas a que o PÚBLICO tivera acesso desapareceram na consulta do Expresso; e surgiram cinco novas pautas, uma por cada cadeira.

A candidatura à UnI

O certificado que comprova que José Sócrates concluiu 10 cadeiras no ISEL foi passado em Julho de 1996, ou seja, quando o então secretário de Estado adjunto do Ambiente estava quase a terminar o ano lectivo na UnI. Sócrates afirmou que Luís Arouca acreditou na sua “boa-fé” quando se matriculou, considerando o atraso na entrega do documento – essencial para aferir das suas habilitações -normal, quer na UnI, quer noutras universidades. Vários professores e responsáveis do ensino superior consideraram este procedimento anormal.

Isento ou não isento

Numa das folhas consultadas pelo PÚBLICO aparece a palavra “isento” na página da matrícula. Sócrates, na entrevista que deu à RTP, garantiu que pagou as propinas, tendo empunhado um recibo. Esta semana, as averiguações que a UnI fez ao dossier do ex-aluno concluíram que não existe nada que prove esse pagamento.

As razões da saída do ISEL

Sócrates salientou, na entrevista televisiva em que se defendeu das notícias sobre o seu currículo, que uma das razões para ter escolhido a UnI foi o facto da universidade estar “ali ao lado do ISEL”, instituto frequentado por Sócrates antes de seguir para a UnI. Sucede que, quando requereu a sua transferência, em 1995, as instalações da UnI ainda se encontravam na Rua de Fernando Palha, na Matinha, a cerca de cinco quilómetros do ISEL. Só em Janeiro de 1996 a UnI passou a funcionar no actual edifício da Avenida do Marechal Gomes da Costa, esse sim ao lado do ISEL. Por outro lado, José Sócrates também referiu que a UnI tinha a vantagem de oferecer cursos nocturnos, oferta que também estava disponível no ISEL. Para concluir o plano de curso no ISEL, José Sócrates teria de frequentar e obter aprovação a 12 cadeiras; na UnI chegaram cinco cadeiras.

Era uma espécie de reitor

De acordo com os documentos do dossier de aluno, Sócrates requereu a transferência para a UnI dirigindo-se ao reitor. Luís Arouca respondeu-lhe a 12 de Setembro de 1995. Luís Arouca não era reitor nessa altura, só assumindo o cargo em Junho de 1996. O novo presidente da Sides disse a semana passada que não se sabe se houve delegação de competências “nesse professor” por parte do então reitor, Ernesto Costa, para tratar do processo de Sócrates. A lei estabelece que esta decisão caberia exclusivamente ao reitor.

Docentes

Parece consensual que os professores que avaliaram José Sócrates foram Luís Arouca e António Morais. Luís Arouca, contudo, não era docente de Inglês Técnico, tendo leccionado a disciplina extraordinariamente, uma vez que em 1995-96 seria Eurico Calado o seu regente. Quanto a António Morais, o registo como docente na UnI, inscrito no Diário da República, apenas refere quatro horas de aulas semanais nesse período, o que, a verificar–se, tornaria impossível leccionar quatro disciplinas a José Sócrates. Morais afirmou que contou com a ajuda do assistente Fernando Guterres e do monitor Silvino Alves (ver página 12).

A memória de Sócrates

Ao longo dos vários contactos que Sócrates manteve com o PÚBLICO, antes da investigação ser publicada, o primeiro-ministro nunca se lembrou do nome de nenhum dos seus docentes. Um deles, Luís Arouca, foi reitor da universidade até há pouco tempo. E o outro, António Morais, havia já sido seu professor no ISEL, na UnI leccionou-lhe quatro cadeiras, foi adjunto de Armando Vara (seu colega de Governo e de partido), e foi nomeado para cargos de direcção-geral nos dois últimos executivos do PS.

Biografia dos Deputados

Continua a ser um mistério como surge José Sócrates, em 1993, como engenheiro, na Biografia dos Deputados. Os impressos preenchidos pelo então deputado socialista (com os dados biográficos em que a Assembleia da República se baseou para elaborar o livro), mostrados há três semanas à imprensa pela secretária-geral do Parlamento, através de fac-
-símile enviados por e-mail, revelam dois documentos praticamente idênticos. Num, José Sócrates afirma ser “engenheiro”, noutro foi acrescentado “técnico” à frente de engenheiro; num aparece como habilitações “Engenharia Civil”, noutro foi acrescentado “bach.” antes de “Engenharia Civil”. Sócrates não explicou este caso. Jaime Gama não tornou públicos os impressos originais.

Currículo oficial

Sócrates afirmou que engenheiro é um “tratamento social” normal, mesmo para quem, sendo licenciado, não tem reconhecimento profissional pela Ordem. Mas nunca justificou porque constava da sua biografia oficial, no portal do Governo, ser “engenheiro civil”, denominação só alterada depois da imprensa o confrontar com a falha. Também continua sem explicar por que razão continua a integrar o seu currículo uma “pós-graduação em Engenharia Sanitária”, quando o que frequentou foi um pequeno curso para engenheiros municipais nesta área, numa altura em que ainda não era licenciado.

Comentário: Mário Soares veio finalmente dar o seu apoio a José Sócrates, que, emocionado, agradeceu. Simplesmente patético e um péssimo prenúncio do que nos espera neste estado pré-mafioso. Se isto se passasse com um personagem da direita, a esquerda oficial estaria certamente aos pulos, vociferando contra a falta de ética, a falta de carácter, a falta de idoneidade e a mentira compulsiva de quem, por semelhantes défices, não teria o direito de ocupar o cargo que ocupa. Como o caso se passa com um figurão de “esquerda”, há uma cabala!

A italianização do país é já evidente: Isaltino de Morais, Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, José Sócrates e o mais que virá por aí. Deixou de haver moral pública e em vez dela há uma classe política parlamentar miserável sem excepção e tribunais de terceiro mundo. Eu sempre fui e continuarei a considerar-me socialista. Nunca pertenci ao PS embora tenha votado nele reiteradamente. Mas não será assim daqui para a frente. Este PS foi tomado de assalto por uma pandilha sem escrúpulos, onde há demasiada gente corrupta, disposta a tudo para enriquecer (sim, enriquecer, sem mais), incluindo entregar progressivamente o país aos espanhóis. O caso do “cardeal” Pina Moura mete nojo! — OAM

## A VERGONHA
18-04-2007. Sprint final do governo para evitar revelações da UnI

«Volto a apelar para a responsabilidade dos responsáveis da universidade pelos seus alunos e pela confiança que o Estado nela depositou ao autorizar o seu funcionamento durante este período»,

«cabe à universidade invertê-la» e «demonstrar a viabilidade» da instituição».

Mariano Gago dixit (18-04-2007)

Resultado: uma conferência de imprensa vazia de conteúdo, celebrada por caricaturas humanas ridículas. O caso não fica por aqui, mas desde logo, estamos a ver como opera, em todo o seu esplendor Siciliano, o gang que tomou conta do PS. Os verdadeiros socialistas têm que ganhar coragem e forças para correr com esta corja da vida política portuguesa. — OAM

## Exame depois da licenciatura. Mais alguma coisa?!

Alegada prova com data posterior a certificado de habilitações
Independente à espera de Sócrates. Monica Contreras e Rosa Pedroso Lima

17-04-2007 22:00. A UnI anunciou “declarações bombásticas” para hoje, mas, à última hora adiou a conferência de Imprensa até ao regresso de Sócrates de Marrocos. Entretanto, tornou-se pública a prova escrita de Inglês Técnico. Tem data posterior ao certificado de habilitações entregue à Câmara da Covilhã. — Expresso online.

Comentário: O primeiro certificado de habilitações académicas exibido por José Sócrates na RTP1, atesta que se formou num Domingo, a 8 de Setembro de 1996 (alguém se esqueceria alguma vez de tão inverosímil data?!) O segundo certificado, que foi parar à Câmara Municipal da Covilhã (num documento com fortes probabilidades de ter sido forjado), atesta que a data de licenciatura foi 8 de Agosto de 1996, tendo o gabinete do Primeiro Ministro aproveitado para dizer que esta última era a data correcta, mas não a relação de disciplinas constante deste segundo certificado; pois sobre este ponto, JS prefere a ementa do primeiro diploma…

Depois de tanta trapalhada, surge hoje, ao fim da tarde, o PDF da famosa prova de Inglês Técnico, com data de 22 de Agosto de 1996!

Pergunto: que mais indícios serão precisos para a Procuradoria Geral da República abrir uma investigação formal sobre este assunto? Que mais indícios necessita o Bloco de Esquerda para exigir a demissão do Primeiro-Ministro? De momento, é uma maçada, mas pode-se trocar de PM, sem o Parlamento cair. Daqui a dois ou três meses, não sei… — OAM


Sócrates foi aprovado com trabalho de Inglês feito em casa.

17-04-2007 19:34. José Sócrates terá feito a cadeira de Inglês Técnico ­- uma das cinco que realizou na Universidade Independente para concluir a licenciatura em Engenharia Civil – através de um pequeno trabalho entregue numa folha A4, que fez chegar ao reitor acompanhado de um cartão do seu gabinete de secretário de Estado. (…)

O SOL apurou que está previsto estes dois documentos serem apresentados durante a anunciada conferência de imprensa da nova direcção, com a indicação de que o dossiê escolar de Sócrates, nesta cadeira, não contém qualquer outro elemento de avaliação.

Um destes documentos é, então, um cartão de José Sócrates (subscrito enquanto secretário de Estado adjunto do ministro do Ambiente e que tem o timbre do seu gabinete), em que este escreveu, pelo seu punho: «Meu caro, como combinado aqui vai o texto para a minha cadeira de Inglês». (…)

Segundo apurou o SOL, este «trabalho para a cadeira de Inglês» é o único documento escolar de Sócrates desta cadeira e terá servido para concluir a sua avaliação final a Inglês Técnico. — SOL online.

OAM #195 17 ABR 07

7 responses to “Socrates 15

  1. Público: GEPI contratou pai de Sócrates para fiscalizar obras da Conegil18.04.2007, José António CerejoQuando era dirigido pelo professor Morais da UnI, o gabinete do MAI entregou a Fernando Pinto de Sousa a fiscalização de empreitadas públicas.Assinatura de Pinto de Sousa numa carta dirigida ao GEPI acerca do seu trabalho como fiscal da obra de Castelo Brancoa O Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do Ministério da Administração Interna (GEPI) entregou ao arquitecto Fernando Pinto de Sousa a fiscalização de, pelo menos, uma grande empreitada. A contratação daquele arquitecto, que é pai de José Sócrates, foi feita em 1999 por decisão de António Morais – o ex-professor do primeiro-ministro na Universidade Independente (UnI) e então responsável por todas as obras das forças de segurança e serviços do MAI.Entregue à Conegil em 1999, a construção do quartel da GNR de Castelo Branco foi uma das dezenas de empreitadas que o GEPI adjudicou àquela empresa do grupo HLC (do empresário da Covilhã Horácio Luís de Carvalho) enquanto António Morais esteve à frente do gabinete, entre 1996 e 2002. Nesse mesmo período, o próprio Morais, cujas funções estavam equiparadas a director-geral, trabalhou ilegalmente como consultor do grupo HLC em projectos no estrangeiro.Para assegurar o cumprimento do contrato relativo ao quartel de Castelo Branco, o GEPI contratou o arquitecto Fernando Pinto de Sousa, da Covilhã. Questionado sobre o número de encomendas que recebeu do GEPI, além da de Castelo Branco, o arquitecto recusou-se ontem a responder. “Estou a trabalhar, não posso falar sobre isso”, afirmou ao telefone. O PÚBLICO perguntou também ao MAI que outros trabalhos foram adjudicados pelo GEPI ao mesmo fiscal, mas até ao fecho desta edição não obteve resposta.Contrariamente à aquisição de serviços, nomeadamente de fiscalização, que era habitualmente feita a empresas e profissionais escolhidos por António Morais após consulta a dois ou mais fornecedores, as empreitadas, tal como a lei exige, eram sujeitas a concurso público. Mas, tanto num caso como no outro, os procedimentos utilizados pelo GEPI foram severamente condenados em 2002 pela Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) e pelo Tribunal de Contas.A IGAI, então dirigida pelo procurador-geral adjunto Maximiano Rodrigues, detectou numerosas irregularidades e ilegalidades em matéria de concursos e salientou o facto de o GEPI não ter localizado importantes documentos solicitados pelos inspectores, entre os quais os que provavam a realização de consultas obrigatórias a vários fornecedores de serviços.O Tribunal de Contas, por seu lado, salientou a “centralização” dos procedimentos contratuais do GEPI “na pessoa do director” e a inexistência de um sistema de controlo interno que permita avaliar os procedimentos contratuais.Milhões de euros de dívidasContratada pelo valor de 558 mil contos (2,8 milhões de euros), a construção do quartel da GNR foi uma das oito empreitadas do GEPI que a Conegil abandonou em 2001, dois anos antes de a sua falência ser declarada pelo tribunal. Por acabar ficaram igualmente, além de muitas obras camarárias e de outros ministérios, os quartéis da GNR de Beringel, Santiago do Cacém, São João da Talha, Riba de Ave e Caneças e ainda as esquadras da PSP de Cascais e do aeroporto de Faro.Já em 2003, o Ministério Público reclamou créditos do GEPI, no âmbito do processo de falência da empresa onde se encontram documentos assinados pelo fiscal Fernando Pinto de Sousa, que ascendem a cerca de 1,6 milhões de euros. Trata-se de adiantamentos feitos para trabalhos não executados nas oito obras inacabadas – só no caso de Castelo Branco foram 349 mil euros – e de custos relativos à correcção de deficiências deixadas nos quartéis da GNR de Oliveira de Azeméis, Izeda, Torrão, Cabeceiras de Basto, Vinhais e Queluz (Escola Prática).Para lá do GEPI, os credores da Conegil contam-se por muitas dezenas, com destaque para os inúmeros subempreiteiros de todo o país que executavam as obras por sua conta e perderam vários milhões de euros. Os mais importantes, porém, são instituições financeiras com créditos de cerca de oito milhões de euros.O capital da Conegil era partilhado por empresas de Horácio Luís de Carvalho e de Carlos Manuel Santos Silva (um outro empresário da Covilhã, que o PÚBLICO ontem identificou, por lapso, como José Manuel Santos Silva).O primeiro registou diversas outras falências no grupo e centrou a sua actividade no Brasil. O segundo continua a ter grandes interesses em importantes empresas de obras públicas como a Constrope e a Congevia. Na área dos projectos controla a Oficina de Engenheiros e a Proengel, onde tem trabalhos em comum com a GEASM, uma das empresas de António Morais.in Público (jornal e edição online)<>Comentário<>: esta notícia, não se relacionando directamente com o caso das confusas habilitações académicas de José Sócrates e dos registos contraditórios existentes sobre a sua profissão, nomeadamente na Assembleia da República, não deixa de alargar o âmbito das preocupações crescentes sobre o comportamento ético do actual Primeiro Ministro, na medida em que volta a haver uma proximidade de tempo e lugar entre as actividades polémicas do célebre professor António Morais e, desta vez, um familiar próximo de José Sócrates — o seu pai. Se tudo isto é uma conspiração, o visado PM que esclareça o assunto quanto antes. A sua entrevista na RTP1 não convenceu ninguém (apesar do que mostraram as pseudo sondagens telefónicas.)

  2. O «Meu caro, como combinado aqui vai o texto para a minha cadeira de Inglês», deve ter sido um exercício de retroversão. O homem é um ás em línguas.

  3. Houve acordo, graças a Deus!Na SIC:«Afinal não houve declarações bombásticas na conferência de imprensa da Universidade Independente. O responsável pela sociedade que gere aquele estabelecimento limitou-se a dizer que a universidade está no bom caminho e tem viabilidade. Quanto a José Sócrates, Lúcio Pimentel, deu poucas explicações e limitou-se a dizer que o processo de equivalências decorreu de forma normal, de acordo com os procedimentos.»

  4. Porque carga de água o ISEL não nos esclarece sobre a data em que José Sócrates terá solicitado a declaração da sua frequência daquele estabelecimento de ensino superior para efeitos de pedido de equivalência na UnI? É secredo? Perderam o processo? Não querem, pura e simplesmente, causar mais sarilhos ao PM? Que se passa?E já agora, não crê o Procurador Geral da República que sobram motivos, entre certificados duvidosos, declarações sucessivamente contraditórias e o grande desassossego que vai na Pátria, para desencadear, como é sua obrigação, uma investigação?Ao pé da monumental operação de branqueamento montado pela actual nomenclatura político-partidária e mediática em volta do comportamento do PM, o Apito Dourado é uma brincadeira pueril.Uma dúvida: se conseguirmos conviver com esta farsa, não estaremos a matar a nossa fé na bondade, seriedade e legitimidade das nossas instituições?

  5. Giríssimo, o trabalho de Inglês! Não sei se alguém, além do professor, se deu ao trabalho de o ler. Eu, por curiosidade, até o fiz e, apesar de apenas ter um conhecimento limitado quer de Inglês quer de gestão de resíduos sólidos, acho que não seria mau examinar as qualidades do tal professor. É que calinadas do género ‘this concepts’, ‘increasement’, ‘valorized’, ‘recicled’, ‘obsolet’, ‘forgoten’ e outras mais idiomáticas (na que se inclui o ‘forgoten’, por exemplo) passam alegremente sem correcção…Se a bitola é esta, teria piada ver as provas e as correcções das restantes cadeiras, directamente relacionadas com Engenharia Civil…

  6. Não tem que ver com o assunto, mas veja isto António:< HREF="http://citadino.blogspot.com/2007/04/o-peculiar-percurso-de-2-horas-do.html" REL="nofollow">O peculiar percurso de 2 horas do estudante sul-coreano Cho Seung-Hui na manhã de 16 de Abril de 2007<>1) Matar um homem e uma mulher num alojamento do campus da Virginia Tech. A polícia foi chamada por volta das 7h15 da manhã.2) Gravar um vídeo de si próprio.3) Transferir o vídeo para o computador.4) Gravar o vídeo num DVD.5) Embalar o DVD.6) Ir aos correios.7) Enviar a encomenda para a NBC às 9h01.8) Matar mais 30 pessoas no edifício de Engenharia do campus da Virginia Tech, menos de duas horas depois do primeiro tiroteio (portanto antes das 9h15m).9) Suicidar-se.

  7. Recebi esta achega, com pedido de anonimato:22-04-2007Caro Cerveira Pinto Tem sido muito corajoso nas posições que vem tomando sobre o caso José Sócrates. Também tenho acompanhado por perto esta polémica, mas uma coisa me admira não ter sido ressaltada durante toda esta polémica e que é a seguinte : Quando José Sócrates perante a Un I. afirma ter um determinado nº de cadeiras  (confirmadas à-posteriori conforme Com. Social) a Un. I., que só tinha ainda leccionado o curso de Eng. Civil nos dois primeiros dos 5 anos do curso, não vê problema em considerar que O PROCESSO DE EQUIVALÊNCIA exigia apenas a feitura de mais 5 cadeiras para a obtenção do curso de LICENCIADO EM ENG. CIVIL. Em qualquer faculdade o PROCESSO DE EQUIVALÊNCIA é da competência da Comissão de Avaliação que não existia à data na Un I.  (creio ter surgido, ao que li, um ano depois). Vamos admitir que O REITOR PODIA ASSUMIR TAIS COMPETÊNCIAS, isto é podia definir o processo de equivalências. Ora nessa altura o reitor NÃO ERA O SR. LUÍS AROUCA, que foi o individuo que decidiu sozinho o processo de equivalências. Tal exposição, se não errei nos pressupostos, permite-nos concluir:-O Sr. Luís Arouca não tinha à data COMPETÊNCIAS PRÓPRIAS PARA DEFINIR LEGALMENTE UM PROCESSO DE EQUIVALÊNCIA. Ao fazê-lo, a decisão de serem suficientes apenas mais 5 cadeiras para terminar uma licenciatura em Eng. Civil  na Un I.  É UM NULO JURÍDICO ! MINHAS CONCLUSÕES : O nosso 1º Ministro José Sócrates não pode, juridicamente, afirmar que é licenciado em  Eng. Civil.23-04-2007Ao que li hoje no Público afinal o homem que decidiu o PROCESSO DE EQUIVALÊNCIA do curso de José Sócrates foi o seu amigo ANTÓNIO MORAIS nem chegou a ser o Luís Arouca. Nestas condições o NULO JURÍDICO ainda é muito mais evidente !Comentário: Parece evidente a toda a gente que se debruça sobre este incidente, mas não à maioria dos partidos parlamantares, que sobre este assunto (salvo a excepção do PSD) resolveu olhar vergonhosamente para o lado, que o Sr. Sócrates deveria demitir-se, em nome da transparência e da lisura que a política representativa devem ter. Esta verdadeira prova do algodão está a demonstrar que a tão proclamada superioridade moral da “esquerda” não passa, afinal, de uma balela para caçar votos. De aqui em diante, quando falarem honestidade, ética, justiça, e sobretudo de igualdade, rir-nos-emos todos. Da direita à esquerda. Precisamos de uma terceira força parlamentar, realmente ao centro, entre o PSD e o PS, deixando os extremos ao cuidado dos dinossáurios já conhecidos. — OAM

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