Crise global

O fim da confiança no dólar

Aug. 27 (Bloomberg) — “U.S. stocks fell after a report showed the glut of unsold homes rose to a 16-year high last month and analysts said reduced demand for mortgage securities may hurt earnings at Countrywide Financial Corp.”

Aviso por e-mail, “a reter :

– Segundo a Câmara de Comércio e Industria alemã, cada vez mais empresas “Mittelstand” (as médias empresas) não conseguem fazer o “roll over” (renovação) dos créditos .

– estima-se que a Banca tenha cerca de 300 mil milhões de US Dólares de créditos subprime nos seus livros, que não conseguem vender.

– desde 1929-31 que não se via um pânico na Banca desta dimensão; a Alemanha não sofria uma crise desta dimensão desde 1931.

– 146 bancos alemães solicitaram crédito de emergência ao Bundesbank, a pagar 5% de juro (contra máximos “normais” de 3-4%).

– os analistas falam de 40% de probabilidades de uma recessão económica nos EUA, que afectará a economia europeia em função dos ajustamentos nas taxas de juro (habitação e consumo). Os efeitos far-se-ão sentir nos 2º e 3º trimestres de 2008.”

Comentário:

O que não deixa de ser assustador é o facto de os americanos terem conseguido exportar largas porções do seu crédito mal-parado para o resto do planeta e em particular para a Europa (razão pela qual a crise do subprime atingiu tão duramente a banca alemã e francesa). O que não deixa de ser caricato é que a tão propalada “mão invisível” do mercado se chame afinal BCE e Fed, e que venha aflita socorrer os especuladores, criando para eles taxas de juro especialmente favoráveis, enquanto mantem em alta as taxas dos juros hipotecários das famílias cada vez mais endividadas da América, da Europa e do resto do Mundo!

Isto vai acabar mal. Basta pensar na actual corrida aos armamentos, nomeadamente nucleares, em curso desde que se tornou evidente que o dólar (USD) deixou de ser, de facto, uma moeda fiável para o mundo, e que a sua imparável desvalorização poderá levar os EUA a um golpe de estado monetário mundial.

À semelhança da exportação do crédito mal-parado americano para a Europa, Japão e outros países, os EUA podem muito bem estar neste momento a cozinhar a criação de um “novo dólar”! Há quem diga que o truque seria este: nos Estados Unidos, por cada dólar velho, os americanos receberiam um dólar novo. Mas fora da América, cada dólar novo passaria a custar 2, 3, … 4 dólares velhos! Se este assalto tiver lugar no espaço de 2 anos, o resto do mundo ficará provavelmente sem saber o que fazer. Mas se demorar mais, é muito possível que a SCO (Shanghai Cooperation Organization) se desfaça da maioria dos dólares em carteira (na China, Rússia, Irão, etc…), indexe os preços do petróleo, gás natural e muitas outras matérias primas a um cabaz de moedas credíveis (euro, iene, franco suiço) e declare publicamente que responderá proporcionalmente a qualquer provocação militar vinda dos EUA ou de qualquer dos seus aliados.

A coisa está mesmo feia!

OAM #233 27 AGO 2007

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