Petroleo 8

O sabor amargo da dependência

O ministro português da economia acaba de anunciar o arranque do projecto de construção da barragem do rio Sabor (DN online 30-08-2007), após receber o livre trânsito da União Europeia e depois de um processo que se arrastou durante 10 anos e continua a não ser pacífico. Valerá a pena destruir o único rio selvagem do país, e provavelmente um dos poucos que restam na Europa, para obter menos de 1% da energia que os portugueses gastam anualmente de forma inconsciente e nada eficiente? Num país que importa 90% da energia que consome, qual a rentabilidade efectiva do anunciado investimento a cargo da EDP? Vão-se investir mais de 350 milhões de euros na desfiguração de um aprazível afluente do rio Douro. Valerá a pena? Os postos de trabalho a criar são evidentemente temporários e provavelmente recrutados em Marrocos ou no Paquistão! Pelo caminho ficarão uns milhares de hectares de mato precioso e terrenos agrícolas submergidos durante uma boa centena de anos. Já alguém contabilizou os efeitos ecológicos e económicos finais deste tipo de interferências no frágil anel biótico de que fazemos parte? Por um por cento da energia que consumimos, valerá a pena? E se, em vez de continuarmos a desperdiçar energia por todos os poros da nossa ineficiente economia, das nossas ineficientes cidades, das nossas ineficientes casas e dos nossos maus hábitos de recém chegados ao mito do consumismo, diminuíssemos a nossa factura energética em 20% até 2012? Outros, muito mais ricos do que nós, estão a fazê-lo! (2)

… e do fim de um paradigma

É certo que outras barragens e mini-hídricas estão a caminho. E é certo também que o actual governo “socialista” parece apostar na energia eólica e na energia solar, em alternativa à solução nuclear (1) desejada e proposta por alguns (Mira Amaral, etc.) Todas estas fontes renováveis virão a representar por junto, salvo erro, não mais de 20% da energia total actualmente consumida? Quer dizer, continuaremos a depender em pelo menos 80% de fontes energéticas situadas no exterior: Espanha e França, no que toca à electricidade, Argélia, Angola, Irão, Arábia Saudita, etc., no que respeita ao petróleo e gás natural. Ou seja, seremos forçados a competir com os Estados Unidos, a China, a Rússia, o Japão, a India e o resto do mundo por um recurso energético de que todos dependem criticamente, mas que entrou definitivamente na metade descendente da sua curva de existência (o célebre sino de M King Hubbert, conhecido como Peak Oil, ou Pico do Petróleo).

Existe pois um problema muito sério na segurança energética do país, na medida em que estamos gravemente dependentes do petróleo e do gás natural, ao mesmo tempo que somos um país pobre, em fase de desindustrialização acelerada, descapitalizado, improdutivo, desorganizado, envelhecido, com a demografia estagnada, e sobretudo entregue a umas elites políticas levianas e incapazes de lidar com as consequências brutais da mutação civilizacional que se aproxima a passos largos.

Três consequências potencialmente trágicas poderão decorrer da actual emergência energética: uma crise alimentar profunda, a destruição criminosa dos solos agrícolas (ver o excelente artigo Peak Soil, de Alice Friedemann) e a implosão económico-social das grandes cidades!

Neste cenário pré-catastrófico, o episódio da barragem do rio Sabor é um detalhe sem significado para o desafio que temos pela frente. Não deixa, porém, de ser sintomático do estado de sonambulismo em que vegeta o actual ministro português da economia e em geral o governo de que faz parte.

Post scriptum

Os movimentos ecologistas manifestaram uma vez mais a sua oposição à construção da barragem do rio Sabor. A União Europeia tirou-lhes a razão e autorizou o governo português a fazer o que quiser. Este episódio significa, por um lado, que a União Europeia entrou, de facto, num processo de regressão provavelmente irreversível. Como escreve Eric Le Boucher — L’échec de l’Europe de l’énergie— no Le Monde de 30-08-2007,

“Après le rejet de la directive Bolkestein qui devait ouvrir les marchés de services à la concurrence, voici le refus des OPA transfrontières dans l’électricité au profit de la constitution de ” champions nationaux”. L’Europe des services est morte, l’Europe de l’énergie aussi.”

Por outro lado, e precisamente por causa desta regressão “nacionalista” da Europa, os movimentos ambientalistas terão que mudar radicalmente de estratégia, sob pena de perderem toda a autoridade e sobretudo toda a eficácia de actuação. Mais do que acampamentos negativos, o Green Peace e a sua vasta prole europeia precisam de definir, pela positiva, uma visão plausível das respostas a dar à dramática mudança de paradigma energético que toda a humanidade sofrerá ao longo deste século. Estamos a entrar numa emergência global (energética, ambiental, climatérica, social e bélica) de proporções inimagináveis. Precisamos de estudar rapidamente os seus contornos e precisamos de definir e implementar rapidamente estratégias de recuo sustentáveis (como defende James Lovelock.)

Última hora!

Um comunicado indigente, em péssimo português e pior economês…

BARRAGEM DO BAIXO SABOR. COMUNICADO DA CIP. 2007.AGO.31

“A CIP aplaude a decisão de avançar com a construção da barragem do Baixo Sabor já e de, assim, se dar um novo impulso à realização do programa de aproveitamentos hidroeléctricos. Desta forma, o Governo não só cumpre o que, em devido tempo, estabeleceu como objectivos nacionais para a promoção das energias renováveis e para o melhor aproveitamento dos recursos nacionais, como o faz no sentido certo.”

A CIP não sabe que a energia hídrica tem uma presença negligenciável no consumo total de energia em Portugal?

A CIP não sabe, por outro lado, que as barragens têm servido sobretudo para a proliferação de desportos náuticos movidos a petróleo e a construção de “resorts” turísticos, que por sua vez atraem consumos energéticos intensos, produção de CO2 e metano e escandalosos gastos de água com os inevitáveis campos de “golf”?

“As vantagens desta decisão, desde sempre defendida pela CIP, já foram indicadas e são esmagadoras:

· Criação de condições técnicas necessárias para o sistema eléctrico Português acomodar, com segurança, os elevados níveis de potência eólica previstos para Portugal para os próximos anos, através do “armazenamento” de energia, por bombagem, dos excedentes de produção eólica nos períodos de menor consumo.”

O que esta algaraviada pretende dizer é que o génio Pimenta convenceu a CIP (não precisava!) de que manter as eólicas a trabalhar durante a noite para trazer de volta às albufeiras a água despejada durante as descargas provenientes do funcionamento das turbinas, permitirá finalmente criar uma máquina perpétua! Mas a que preço?

Sabemos hoje que a retenção dos sedimentos orgânicos nas albufeiras, junto às barragens, que a EDP tem a obrigação de depositar regularmente nas embocaduras dos rios, mas não cumpre, preferindo vender a matéria orgânica e os detritos a empresas irresponsáveis, quebra o ciclo ecológico que há milhares de milhões de anos estabelece um importantíssimo regime de trocas entre a terra e o mar, sem o qual o planeta vivo que conhecemos nunca teria chegado a existir, e que, por causa desta evidente estupidez, poderá estar neste preciso momento a ser seriamente comprometido. As falésias caem por toda a costa portuguesa, em boa parte por causa destas e outras irreverências humanas.

E além do mais, se as ventoinhas não descansarem, o seu desgaste será maior e durarão menos, i.e. haverá uma maior rotação de capital fixo (investimentos mais frequentes, mais produção industrial, mais transportes, mais especulação bolsista, mais concentração,….) e mais subsídios públicos às empresas produtoras/fornecedoras de electricidade, como a EDP, a Iberdrola, a Fenosa, etc.

A CIP fez estas contas? Seria mais útil começar por aí, em vez de se apressar a emitir comunicados disléxicos, reverentes e obrigados.

“· Gestão energética e hídrica do Rio Douro em situações extremas de seca e melhor utilização da potência hidroeléctrica instalada a jusante deste Rio.”

O que é uma gestão enérgica e hídrica do rio Douro?!
Onde fica a potência hidroeléctrica a jusante do rio Douro?! Na Bemposta? No Picote? Em Miranda do Douro? No Pocinho? No Carrapatelo? Em Crestuma? No Torrão? Em Viseu? No Douro internacional?

Tencionam a CIP, a EDP, a SOMAGUE (hoje maioritariamente espanhola) e a Teixeira Duarte promover a retenção generalizada das águas nas albufeiras (através do mecanismo de reversão das descargas) nas 43 barragens da bacia do Douro? Só em algumas? Quais? Porquê? Têm números sobre o assunto? Sabem do que falam?

“· Redução da dependência externa induzida pelas centrais de ciclo combinado a gás natural.”

Mas o assunto deste comunicado não são as barragens e em particular a barragem destinada a destruir o rio Sabor?

“· A contribuição para o cumprimento das metas de emissão de CO2 a que o País se comprometeu.”

Esta frase é o fruto de uma mistificação completa dos dados sobre as causas da elevada intensidade energética da nossa economia, dos elevadíssimos níveis de ineficiência energética e dos escandalosos níveis de produção de CO2. Infelizmente, a grave situação em que o país se encontra é uma consequência directa do analfabetismo endémico da CIP e dos seus associados. Digo infelizmente, porque um mal destes não se cura de um dia para o outro. A não ser que a Europa eficiente entre por aqui adentro mais depressa que o esperado…

“A CIP realça os efeitos multiplicadores para a Indústria e para a economia que resultarão da realização deste programa e que excedem, em muito, a melhoria do perfil energético e da segurança do abastecimento de electricidade.”

Algaraviada sem nexo!

“A construção de vários aproveitamentos hidroeléctricos em prazo próximo será levada a cabo com uma grande incorporação nacional, quer em projectos, quer em realização de obras, potenciando o emprego e, sobretudo, a tão desejável oferta em áreas especializadas.”

Onde está o famoso efeito reprodutivo do Alqueva? Não continua o Alentejo às moscas? Não chegaram à conclusão que o melhor, agora, é vender as margens da albufeira ao mercado imobiliário, para projectos turísticos, mais campos de golfe, mais motas de água, ao mesmo tempo que se vão vendendo as herdades às empresas espanholas para que elas expandam os seus agressivos negócios agro-industriais e agro-energéticos? Já viram uma imagem de satélite de Almeria? Então vejam!!

“A CIP acompanha com interesse e empenho o esforço na criação de novos clusters, de que é exemplo a nova fileira das energias renováveis mas, recorda que, para as barragens, o know-how e a capacidade de realização já existem e são internacionalmente reconhecidos como competitivos.”

Balelas! Para já, as renováveis só estão a ser encaradas pelo lado do lucro fácil das empresas e dos interesses económicos que vêem neste “cluster” mais uma oportunidade se continuarem a viver à conta de subsídios e oligopólios protegidos pelo Estado, através dos partidos do Bloco Central e seus esporádicos acólitos.

“A realização deste programa terá como efeito a recuperação da actividade no sector da construção e obras públicas, e, também, um incremento dos sectores eléctrico e metalomecânico de alta tecnologia, quer para fabricos e equipamentos, quer quanto às actividades de instalação e montagem.”

Voltamos ao caso do Alqueva… Provem o que dizem. Falem-nos do Alqueva!!

“Serão igualmente de referir os efeitos positivos, quer na dinamização dos serviços que acompanham sempre estas realizações, quer na criação de emprego local estável e de qualidade.”

Sabe a CIP quantas pessoas são precisas para a manutenção local de uma barragem/ central eléctrica? Nunca passearam pelas barragens de Portugal? Vêem por lá muitos trabalhadores, vêem?

“A dinamização da actividade destes sectores vitais da economia portuguesa e os efeitos positivos óbvios no emprego por ela induzidos serão um passo firme no sentido da retoma económica.”

Enviar comunicados vazios de conteúdo não custa nada. Mas é uma pena quando o seu autor é a organização que representa a indústria portuguesa. Na realidade, não passa do acto falhado de uma entidade virtual.

“Por estas razões, a CIP saúda este passo no sentido do pleno aproveitamento das capacidades e do conhecimento já existentes no País e, mais uma vez, insiste com o Governo para que prossiga nos rumos agora traçados dentro dos calendários previstos, e sem hesitações.”

O modelo económico que comanda a política portuguesa chegou a um beco sem saída. O betão está pela hora da morte e pouco haverá a fazer neste domínio daqui para o futuro. Mas isto não significa que não haja coisas muito importantes por fazer. Pelo contrário! Basta pensar nas oportunidades económicas associadas à mudança do paradigma energético e industrial na era pós-carbónica.

Precisamos de fazer uma travagem de emergência à escala mundial. Isso significará menos consumo de petróleo e de gás natural, menos emissões, cidades mais eficientes, maior segurança alimentar, maior sustentabilidade e autonomia dos sectores produtivos, mudança drástica de comportamentos económicos, sociais e culturais, muito maior solidariedade e activismo cívico… e um Estado bem mais esclarecido e interveniente.

Como se vê, não faltam oportunidades!

– OAM


Notas e Referências

1 – A opção nuclear em Portugal equivaleria a aumentar ainda mais a nossa dependência energética (pois teríamos que importar todo o urânio, já transformado em combustível pronto a usar), a incrementar os custos de gestão da própria produção (construção de centrais, segurança, manutenção e reprocessamento ou “exportação” de resíduos), a ampliar desnecessariamente os riscos de contaminação ou mesmo de acidentes (à medida que os equipamentos forem envelhecendo), e a criar alvos potenciais num contexto de guerra internacional. Por outro lado, sinais da escassez na produção de urânio (devido aos vultuosos investimentos necessários), o seu preço e a hesitação de vários países na construção de novas centrais aconselham uma oposição frontal à introdução deste tipo de energia em Portugal. Ver também O Renascimento do nuclear?

Chegou-me entretanto às mãos esta imprescindível fonte para entender o problema energético português:

“A intensidade energética da economia portuguesa degradou-se continuamente desde 1970. Entre 1992 e 2002 Portugal teve o maior crescimento no consumo de energia primária e de energia eléctrica per capita da Europa a 25 (Eurostat).
Quanto maior a intensidade energética das actividades económicas maior a sua vulnerabilidade à flutuação dos preços da energia. Para Portugal, o problema do abastecimento em combustíveis fosseis não reside na sua eventual escassez mas sim na ausência de meios para os adquirir.”

in A ENERGIA NUCLEAR É NECESSÁRIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS? (PDF)
J. Delgado Domingos, Prof.Cat.(jubilado) do IST, Instituto Superior Técnico, 22 Fevereiro 2006.

2 – Em 2003 a mobilidade custou a Houston (EUA) 14% do seu PIB, à capital francesa, 6% e a Singapura, 4,7% do respectivo Produto Interno Bruto. As percentagens do transporte público (relativamente aos privados) nos casos citados são sucessivamente de 1,2%; 17% e 52,75%!

Quanto nos custa a nós, portugueses, em % do PIB, a nossa desequilibrada mobilidade?

Se o transporte colectivo eléctrico regressasse a Lisboa, ao Porto e a Coimbra, e fosse introduzido em Sintra, na Margem Sul do Tejo, em Braga, Aveiro, Setúbal e Faro, quanto seria a poupança na nossa factura energética e no volume escandaloso das nossas emissões de gases com efeito de estufa? O lóbi da construção e os bancos não desistem de pressionar o governo e os partidos do Bloco Central (até lhe pagam campanhas eleitorais!) para que sejam lançadas grandes obras públicas. Ele é a Ota (agora Alcochete), o TGV Lisboa-Porto — que é o que promete mais receitas aos construtores e à banca, mas deixando o país endividado até à medula –, e agora as barragens em catadupa.

O metro do Porto é um bom contra-exemplo de algo que se pode fazer, dando a ganhar aos construtores e à banca, e dando trabalho às pessoas, sem deixar de servir ao mesmo tempo os interesses estratégicos do país. Será que ninguém entende estas verdades comezinhas?

Ver PDF de Rui Rodrigues (26-01-2004)

OAM #234 30 AGO 2007

4 responses to “Petroleo 8

  1. A construção desta barragem é um atentado ecológico… A alternativa no Côa era bem mais avisada.<>< HREF="http://avenidacentral.blogspot.com/2007/08/valer-pena.html" REL="nofollow">Viva a Tacanhez!!!<><>

  2. Recebi este comentário por email. Transponho-o para esta caixa de comentários com a devida autorização do autor. — OAMAqui o meu apoio total. Finalmente, nós portugueses, somos bons e tão bons como os outros, mas não em Portugal. Na minha localidade e arredores todos os anos são aumentados os números de candeeiros públicos especialmente onde já não há habitação. Na Alemanha, onde vivi mais de 40 anos, reduz-se, poupa-se o consumo de energia em todos os locais possiveis. Na Alemanha, onde ainda continua a minha colaboração política de há quase trinta anos, dão-se sugestões, recebe-se dinheiro por uma boa ideia. Aqui em Portugal, nem um problema onde se trata da importância de 10.000 €, aplicada injustamente, merece resposta. A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova recuou ao facismo. Sejam questões sobre o consumo de água, seja a aplicação injusta do imposto de sêlo a uma habitação que depois de 60 anos em condição de urbano passou, depois da reconstrução, a ser rústico. Não compreendo que possam haver Gestores politicos em Portugal que se dizem Socialistas com este carácter.Onde não há discussão ou onde esta não é aceite, como em Portugal, não há política. O 25 de Abril foi justo e mal sucedido. — FES

  3. Recebi este email, que devidamente autorizado publico:Em 2007/08/31, às 10:22, maria irene gomes oliveira rodrigues escreveu: A questão que coloca é de suma importância, não só pelos valores ambientais que põe em causa mas também porque já é mais que tempo para que o país se convença que nem é muito rico, nem tem capacidade para continuar a desbaratar dinheiro e recursos energéticos. Todo o esforço que possamos fazer para reduzir os consumos são cruciais e deve ser uma responsabilidade a assumir por cada cidadão. — Irene Rodrigues

  4. O argumento do ‘último rio selvagem de…’ é recorrente. Foi usado para o Côa, para o Paiva, para o Sabor e sê-lo-á, sem sombra de dúvida, para qualquer aproveitamento hídrico que se quiser fazer em Portugal…É legítimo preferir um rio no seu estado natural do que aproveitado, humanizado ou o que preferirem. Mas também se pode defender o contrário!Poupança e uso racional de energia? Claro que sou a favor! Mas convençam-se que os consumos são, antes de mais, condicionados pelos preços que regulam a nossa percepção das necessidades. Não pelo local onde a energia é produzida. Sendo assim, acho francamente conveniente que produzam a energia cá, proveitando os recursos que temos.

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