Madeleine McCann


Sangue frio!

A trágica telenovela em volta do caso Madeleine não mereceu a atenção deste blog até que a hipótese de homicídio foi publicamente avançada pela polícia. Tudo me parecia demasiado insólito…

Não conseguia uma boa explicação para o circo mediático que foi crescendo em volta da miúda escocesa desaparecida na Praia da Luz. O protagonismo extraordinário dos respectivos pais tornou-se para mim cada vez mais estranho. Em suma, a impertinência dos tablóides britânicos relativamente à polícia portuguesa, vinda de um país que é uma das maiores potências mundiais da pedofilia, e onde não há semana que um crime horrendo não faça as delícias do Daily Mirror, irritou-me ao ponto de preferir aguardar pelos acontecimentos, a contribuir para a histeria em curso.

Por outro lado, assim que as primeiras informações surpreendentes e as primeiras contradições começaram a surgir, fiquei de pé atrás.

A não contratação de baby-sitter, três dias depois de chegar a um país estrangeiro desconhecido, apesar de o serviço estar disponível e terem mais do que disponibilidade financeira para tal (os empregados do Ocean Club estranharam); as declaradas idas da mãe, Kate, ao apartamento, enquanto decorria o jantar do casal McCann e amigos, para certificar-se de que as suas crianças dormiam sem problemas, que afinal não ocorreram (na verdade, parece que os nove amigos ingleses se revezavam nas rondas!); a quantidade excessiva de garrafas de vinho e de cerveja consumidas no dito jantar no restaurante Tapas; os rumores sobre a prática de swinging, ou troca de parceiros entre casais; o completo insucesso das buscas, apesar das extraordinárias recompensas monetárias oferecidas a quem fornecesse informações conducentes ao paradeiro de Madeleine; e mais tarde, as notícias sobre o possível uso/abuso de calmantes para adormecer Madeleine e os dois bébés (Kate, antes ser médica generalista, foi anestesista), por forma a garantir tempos de folga despreocupados aos pais; a que se somaria finalmente a hipótese de ter ocorrido a morte acidental (por overdose?) de Madeleine, causada eventual e inadvertidamente pela mãe, seguida de um complexo e bem disfarçado processo de ocultação (e possível destruição) do cadáver, compuseram, a traços largos, o quadro das minhas interrogações e desconfianças, bem como a intuição de que seria mais provável algo fatal ter sucedido a Madeleine, em vez de um rapto de desfecho incerto, pouco plausível se atendermos à proximidade temporal entre a chegada do casal McCann ao Algarve e o desaparecimento da sua filha.

O mais extraordinário de tudo isto é constatar até onde, aparentemente, o sangue frio do casal e de alguns cúmplices ingleses, conseguiram desviar as atenções do mundo da investigação criminal essencial. Como num exercício de hipnose colectiva, onde não faltaram os apoios e as manobras de diversão mais inverosímeis (sabe-se agora que, sob a batuta de alguns maestros da comunicação e gestão de crises, como Alex Woolfall, o Bell Portinger Group e os oficiosos do governo de Sua Magestade Britânica, Sheree Dodd, Clarence Mitchell e o próprio embaixador inglês no nosso país, John Buck) fomos sendo envolvidos numa história de rapto lancinante, com o grau de insistência e intriga narrativa que só o Tam-tam mediático é capaz de provocar e manter (1). Jogadores de futebol, milionários, o prometido primeiro-ministro inglês Gordon Brown, e até o Papa, se deixaram envolver no drama público arduamente montado e produzido por uma gigantesca cadeia de produção.

A Polícia Judiciária foi fazendo o seu trabalho sob o fogo cruzado da imprensa inglesa (devidamente municiada) e dum sem número de “especialistas” que sempre nascem, como cogumelos, nestas ocasiões. Deveria ter tido, desde o princípio, tradutores oficiais à altura dos acontecimentos, evitando dar o flanco aos que a criticaram de amadorismo. A sua intuição não andou, porém, muito longe da minha, e tiro-lhe o chapéu pelo modo subtil como envolveu a polícia inglesa na delicada tarefa de provar que Madeleine deixara manchas do seu próprio sangue, por exemplo, num automóvel alugado pelo casal semanas depois do desaparecimento da filha!

O Papa, mal soube dos últimos desenvolvimentos do caso, mandou retirar do sítio oficial do Vaticano todas as referências ao seu encontro com o casal. Bryan Adams mandou retirar o video Madeleine McCann in Malta? Bryan Adams Everything I Do do sítio web oficial sobre o desaparecimeto de Madeleine (repare-se no rectângulo negro). O actual ministro dos negócios estrangeiros do Reino Unido, David Miliband, ontem, em Viana do Castelo, em resposta a uma pergunta de um jornalista sobre os novos desenvolvimentos do caso Madeleine, distanciou-se prudentemente do tema, adiantando que a sua resolução competia exclusivamente às autoridades policiais portuguesas. Não demorará muito que a generalidade dos média britânicos iniciem uma vasta manobra de retirada da Praia da Luz. Esperemos, entretanto, que se faça finalmente luz sobre este caso macabro e bem inglês. (actualização: 00:42, 16-07-2007)

Notas
1 – Sobre o profissionalismo da operação McCann, vale a pena ler todos os artigos de que destaco os fragmentos seguintes:

The Scotsman, Fri 18 May 2007
Tireless PR keeps Madeleine in mind
FERGUS SHEPPARD

HER image is everywhere and her story has dominated news headlines since 3 May. On television, print, radio and the web, the hunt for toddler Madeleine McCann has captivated the emotions and interest of millions.

But in a world of 24/7 news coverage, even human trauma needs to be properly organised.

The journalists camped in Praia da Luz and the countless news outlets covering the story in the UK and elsewhere have been on the end of a sophisticated news-management machine designed to ensure that, as days pass with no word of Madeleine’s whereabouts, the story does not fade.

(…)

The media handling of the story fell to Alex Woolfall from the Bell Pottinger PR group. Set up by Lord Bell – known as Mrs Thatcher’s favourite adman for his work for the Conservatives – one of the services Bell Pottinger offers is “crisis management”.

The holiday company Mark Warner – owners of the Ocean Club resort from where the four-year-old was taken – already retains one of Bell Pottinger’s companies, Resonate, for ordinary PR. But when the scale of the story became apparent, Mr Woolfall, whose job title is “head of issues and crisis management”, was immediately sent to Portugal with a support team.

A Mark Warner company official told The Scotsman: “Alex Woolfall is very experienced and was a fantastic asset to the family. “What Kate and Gerry wanted to do was to get this on the news agenda and make this as big as possible, so that people don’t forget.”

Mr Woolfall returned to London on Tuesday, and that night the Foreign and Commonwealth Office installed one of its own press officers as the McCann family’s official press contact in Praia da Luz.

From The Times
September 8, 2007
How couple helped to build ‘brand McCann’ into global phenomenon
Skilful media handlers recruited celebrities and world leaders to a campaign driven by parents’ acceptance of the press as partners
Dominic Kennedy and David Brown

“Nobody could guess, when the news broke on May 3 that a British child had gone missing, that the riddle would eclipse any crime story of the internet age. What became “brand Madeleine” arose from a combination of brilliant media-handling skills and, for the first time, interactive websites telling editors how much the public craved such a story.”

“Fortunately, the Mark Warner organisation that runs the holiday camp where Madeleine disappeared was represented by one of the best PRs in the business.

Alex Woolfall is crisis management head at Bell Pottinger, the public relations outfit headed by the original sultan of spin, Lord Bell. Mr Woolfall’s main clients have included that other global brand Coca-Cola.

For the first fortnight after Madeleine disappeared, he was on the spot in Praia da Luz, acting as gobetween for the family and the growing pack of journalists.”

“In an unprecedented move, the Government took over news-handling on behalf of the McCanns. Sheree Dodd, a former Daily Mirror journalist and long-serving senior spokeswoman for the Government, was dispatched to Portugal. The Foreign and Commonwealth Office announced that she was being deployed as “press officer responsible to act as media liaison officer for the McCann family”.

After a couple of weeks, she was replaced by an even more prominent political figure. Clarence Mitchell, a former BBC News presenter now working as a senior government spin-doctor, became the voice of the McCanns. He was described formally as providing “consular support in exceptional circumstances”. His costs came to just over £6,000, and Ms Dodd’s are likely to be similar.”

Telegraph.co.uk
Madeleine McCann’s parents seek PR figure
By Caroline Gammell in Praia da Luz
Last Updated: 7:56pm BST 13/09/2007

“The publicity surrounding their case has soared since they were officially named as suspects in disappearance of their daughter by Portuguese police and they are thought to have wanted a more heavyweight representative.

Until now they have been relying on the skills of former Liberal Democrat candidate Justine McGuinness, 37, who was appointed to head the find madeleine campaign in June.

She was employed through a headhunter hired by the McCanns but is due to stand down today, a move that had been expected.

The couple are believed to have been in talks with several big name players in the PR industry. They know the furore over their case will not die down until there is an answer to what happened to their daughter.

One of the leading contenders is the former News of the World and Hello! editor Phil Hall who has been in regular contact with the couple since Madeleine disappeared.

Now the head of his own PR firm, Mr Hall is understood to be considering taking over the mantle.”


Post scriptum
(10-09-2007) – Como previa, depois de as análises de ADN terem confirmado o trabalho dos Cockers Spaniel ingleses, e depois das declarações do ministro David Miliband, a imprensa inglesa começou a mudar de tom. A polícia inglesa começou entretanto a actuar relativamente à idoneidade do casal McCann para manter os actuais filhos ao seu cuidado. O Reino Unido, que acolhe agora o casal escocês no seu território, não tem outra alternativa que não seja levar este caso até ao fim. O pesadelo dos McCann só agora começou.

Última hora!

11:10, 16-09-2007. Os jornais ingleses (Telegraph, Times, etc.) e portugueses (Expresso, …) começaram finalmente a revelar quem tem estado por detrás do “êxito” da gigantesca campanha de Relações Públicas e Comunicação que levou os McCann até Gordon Brown e até ao Papa, entre outras celebridades, e sobretudo manteve um carnaval mediático e de merchandizing global durante mais de quatro meses. Os personagens, no que toca ao tam-tam socorrista, ou à máquina de poeiras e fumos (suspense…), desta novela “agata-cristiana” são: Bell Pottinger e Alex Woolfall (uma dupla 5 estrelas de gestão mediática de crises), Sheree Dodd e Clarence Mitchel (ex-jornalistas ao serviço do Governo de Sua Magestade Britânica para apoiar os McCann), John Buck (embaixador do Reino Unido em Portugal) e finalmente Justine McGuiness, porta-voz dos McCann, recentemente despedida, e antiga candidata do Partido Liberal inglês.

As perguntas são imediatas:

1) Porquê tamanha operação mediática e de gestão local dos acontecimentos?
2) Quem pagou, paga ou pagará os elevadíssimos custos do que se afigura claramente ser um serviço comercial?
3) Que motivos levaram o governo britânico e o Senhor Gordon Brown a envolverem-se neste caso de polícia? Fazem-no sempre que desaparece uma criança no Reino Unido?
4) Nesta pessegada onde pára o Senhor Sócrates e a dignidade do Estado português?
5) Que razões levaram à substituição, na semana que agora finda, do inspector da PJ, Olegário de Sousa?

Polícia identifica fios de cabelo de Madeleine em carro.
Estadao.com.br terça-feira, 11 de setembro de 2007, 13:20 | Online

“DNA da amostra encontrada em veículo alugado pelos pais coincide com o da britânica desaparecida

“LISBOA – A Polícia Judicial portuguesa achou grandes quantidades de cabelo de Madeleine McCann no porta-malas de um veículo alugado pelos pais da garota britânica, segundo informou a edição desta terça-feira, 11, do jornal vespertino londrino Evening Standard.”

Dois dos vestígios recolhidos pela polícia têm ADN igual ao de Madeleine
10.09.2007 – 20h03 PUBLICO.PT

“Dois dos três vestígios biológicos recolhidos pela polícia no apartamento usado pela família McCann no aldeamento turístico da Praia da Luz e no carro alugado pelo casal 25 dias após o desaparecimento da filha correspondem ao ADN de Madeleine, revelou uma fonte da polícia portuguesa à Sky News.”

Procurador admitiu prender Kate McCann
Correio da Manhã, 2007-09-09 13:00

09-09-2007 (13:00) — “O casal McCann espera clarificar o seu estatuto legal em Portugal nas próximas 48 horas, revelou ontem Clarence Mitchell próximo do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Também amigo da família, Clarence Mitchell acrescentou que os McCann “estão em amplo acordo de que devem sair logo que possam”. Director da Unidade de Monitorização dos Média no Gabinete Central de Informação, departamento que responde directamente perante o Gabinete do primeiro-ministro, Clarence Mitchell disse que “o casal pretende consultar os seus advogados no Reino Unido, país onde têm também o apoio de familiares e amigos”. Mitchell foi para o Algarve para prestar assessoria aos McCann após o desaparecimento de Madeleine.

Conhecida a reviravolta na investigação, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, David Miliband, sublinha que “o mais importante é saber o que aconteceu à menina”. “A Justiça portuguesa está a fazer o seu trabalho, num processo independente que respeitamos por inteiro, e os serviços consulares britânicos estão a cumprir a sua obrigação”, acrescentou o responsável pela diplomacia britânica ontem à margem da reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Viana do Castelo.”

09-09-2007 (12:00). O casal McCann “foge” para o Reino Unido num voo da easyJet, tentando a manobra desesperada de envolver David Miliband, o actual ministro britânico dos negócios estrangeiros, no assunto. Infelizmente para os McCann, Miliband é uma pessoa demasiado inteligente e avisada, para se envolver nesta trapalhada macabra. Tal como o Papa antes dele, Miliband já se demarcou desta história de contornos cada vez mais sórdidos, ontem, em Viana do Castelo, afirmando que este é um caso de polícia, que a polícia (portuguesa) deve resolver.

A Sky News começou entretanto a desculpar-se do carnaval mediático que ajudou activamente a montar em volta do desaparecimento de Madeleine McCann, acusando uma vez mais o sistema judicial e a polícia portugueses de terem mantido até agora uma cortina de silêncio, ou de má comunicação, sobre o caso. A Polícia Judiciária portuguesa está, no entanto, de parabéns, apesar dos muitos escolhos que tiveram pela frente, nomeadamente políticos. Esperemos que a este propósito não venha a existir nenhuma “troca de prisioneiros” entre o governo português e o governo de Sua Magestade, nomeadamente por causa do imbróglio da cimeira Europa-África, que o Reino Unido vem boicotando única e exclusivamente em nome dos seus mesquinhos interesses neo-colonialistas no Zimbabwe (antiga colónia britânica que os ditos “roubaram” a Portugal, intimando este país, com o famoso Ultimato de 1890, a abandonar aquele território situado entre Angola e Moçambique.)

Entretanto vale a pena ler e responder ao inquérito do Telegraph posto a correr às 10h00 desta manhã sobre a precipitada “fuga” dos McCann.

“Has the Madeleine McCann saga put you off visiting Portugal?
Posted at: 10:00

“Kate and Gerry McCann have left Portugal with their two-year-old twins, to ‘consider their response’ to the allegations against them.

“Despite being declared suspects by the Portuguese police just 48 hours ago, the McCanns caught Sunday’s early morning easyjet flight from Faro in the Algarve to East Midlands airport.

“Portuguese police believe traces of Madeleine’s blood were found in their hire car vehicle, while other sources claim the DNA sample was too badly contaminated to get a proper match.

“The McCanns plan to approach David Miliband, the Foreign Secretary, and ask him to interve amid fears they are the victims of a ‘shocking injustice.’ “

ver texto integral in Daily Telegraph



Referências

Sítio oficial sobre o desaparecimeto de Madeleine

Video promocional sobre o desaparecimento de Madeleine

Disappearance of Madeleine McCann – Wikipedia, the free encyclopedia
Nota: depois de consultado o artigo e de algumas tentativas de discussão chego à conclusão que o mesmo está completamente comprometido com a versão do rapto de Madeleine, se opõe a tudo o que contraria esta versão, parecendo-me cada vez mais um artigo capturado por gestores de contra-informação. A lousy article and a complete manipulation!

Fica aqui a minha última tentativa de levar os encobertos editores da história sobre Madeleine na Wikipedia (versão inglesa) de corrigirem a sua entrada viciada sobre o caso Madeleine:

The following sentence is not accurate, in part because it does not give notice to the fact that there has been a prompt cooperation of high-profile media managers in the Madeleine disappearance affair.

This is what Wikipedia wrote:

“The disappearance and its aftermath are notable for the breadth and longevity of the media coverage. This was initially due to the active involvement of the parents in publicising the case and to several awareness-raising campaigns by international celebrities and, latterly, to the interest that arose from the parents being named as suspects.”

Well as you can read in the Portuguese weekly magazine Expresso today, 15 September 2007, “The British Government took care, in an unprecedented gesture, of the media management” (of Madeleine’s disappearance case.) Accordingly to Expresso, Gerry and Kate McCann got support from Alex Woolfall, a ‘crisis management’ expert working for Bell Portinger. Woolfall and Portinger, initially working for Mark Warner, Ocean Club owner, were the authors of Madeleine media campaign. Nevertheless this media case went out of proportions only after Sheree Dodd and Clarence Mitchell (working for the British Government) entered the media Merry-go-Round. I am not editor of Madeleine’s disappearance case (who is?) but I think that sooner or later you will have to take care of this side of the story in an “objective” account of it. OAM1952 23:34, 15 September 2007 (UTC)


Madeleine McCann – Wikipédia (entrada em Português)
Leiam-se as excelentes reportagens do El País sobre o caso Madeleine, nomeadamente a edição impressa de 08-09-2007 e o El País online.

Telegraph.co.uk
Madeleine McCann

Times Online
September 10, 2007
Madeleine McCann: the key questions
David Brown and Steve Bird examine the puzzles and mysteries at the heart of the four month investigation

OAM #238 09 SET 2007

3 responses to “Madeleine McCann

  1. Estão a fugir

  2. Vamos aguardar. Estranho o comportamento do Governo Inglês e da Sky News. Parecem estar sempre um passo à frente.

  3. Parabens pelo seu site! Vou recomendá-lo aos meus amigos!!

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