Madeleine McCann 2

A fantástica polícia inglesa

A morte de Diana

Telegraph, 03-10-2007. “I’m hoping for justice, I’m a father who lost his son. I have been fighting for 10 years, at last I want to have justice. I’m certain of what happened, I know they have been murdered.

“I’m hoping to God to find the murderer or the gangster that took the life of two innocent people. I will not rest until that’s done.” — Mohamed Fayed.


A morte de Charles de Menezes

UOL, 02-10-2007. A Polícia Metropolitana britânica, no banco dos réus por causa da morte de Jean Charles de Menezes, assegurou nesta terça-feira que o julgamento a que é submetida se baseia numa “incompreensão do trabalho policial” e que seus integrantes vivem sob grande pressão.


A morte do Dr. David Kelly

BBC, 25-02-2007. Kelly death not suicide, says MP

An MP investigating the death of Dr David Kelly says he is convinced the weapons scientist did not kill himself.

Norman Baker tells BBC Two’s The Conspiracy Files he has reached the conclusion Dr Kelly’s life was “deliberately taken by others”.

Mr Baker has also obtained letters suggesting the coroner had doubts about the 2003 Hutton inquiry’s ability to establish the cause of death.

Hutton reached a verdict of suicide but a public inquest was never completed.

Dr Kelly, whose body was found in July 2003, had been under intense pressure after being named as the suspected source of a BBC report claiming the government “sexed up” a dossier on the threat posed by Iraq.

The Murder of David Kelly, by Jim Rarey

From Part 1 – On Thursday, July 17th sometime between 3 and 3:30pm, Dr. David Kelly started out on his usual afternoon walk. About 18 hours later, searchers found his body, left wrist slit, in a secluded lane on Harrowdown Hill. Kelly, the U.K.’s premier microbiologist, was in the center of a political maelstrom having been identified as the “leak” in information about the “dossier” Prime Minister Tony Blair had used to justify the war against Iraq.

While the Hutton inquiry appears set to declare Kelly’s death a suicide and the national media are already treating it as a given, there are numerous red flags raised in the testimony and evidence at the inquiry itself.

From Part 2 – In the months before his death, Dr. Kelly became embroiled in a shouting match between the British government and BBC. Andrew Gilligan, a reporter for BBC claimed that Kelly had given him and other reporters information that proved the government had exaggerated the Iraqi danger in its ‘dossier’ justifying the war against Iraq and that Kelly had not been completely honest in telling his MoD superiors what he had disclosed to them. Writer Tom Mangold (it’s not clear when he left the employ of BBC) used this to reason that Kelly’s loss of integrity at being exposed as a ‘liar’ was what led him to suicide.

(…)

Kelly had voluntarily disclosed to MoD his contacts with the media. To his dying day, he maintained that he had not provided all the information Gilligan attributed to him. Nevertheless, Kelly was hauled before the Joint Intelligence Committee for a grilling.

The final affront came in a mandated one-on-one session with MoD Personnel Director Richard Hatfield. MoD, with the approval of Tony Blair, had devised an orchestrated charade to ‘out’ Kelly as the source of the ‘leak’. Hatfield, head of the department that had been jerking Kelly around for three years, was supposed to get Kelly’s acquiescence in the plan. Somehow, he never got around to the subject.

Subsequently, at an MoD press conference, through a series of disclosures to the press, the MoD confirmed Kelly as the leak (as previously planned) when a reporter asked if Kelly was the one.

Understandably, this treatment would have made Kelly a resentful employee. In intelligence circles, resentful employees are considered ‘unstable’ and security risks. Kelly had for years maintained his silence about his extensive knowledge of the bio-warfare weapons of at least four countries. Had it become imperative that the silence be made permanent?

O desaparecimento de Madeleine McCann

Sol, 03-10-2007. O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da PJ afirmou hoje concordar com a saída de Gonçalo Amaral «se isto for para o resguardar enquanto ser humano dos ataques de que tem sido alvo» pelos media britânicos no caso Madeleine McCann.

Sol, 03-10-2007. A imprensa inglesa noticia hoje o afastamento de Gonçalo Amaral da coordenação da investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann como consequência directa dos «ataques bombásticos, surpreendentes e inesperados» à polícia inglesa.

Comentário:

It’s Mugabe stupid!

  1. A demissão de Gonçalo Amaral era inevitável depois das suas declarações sobre a óbvia interferência dos McCann e dos órgãos de propaganda (vulgo, média) ingleses no andamento das investigações do desaparecimento da pequena Maddy;
  2. A interferência da polícia e dos serviços secretos ingleses no affair McCann é patente e escandalosa;
  3. A demissão de Gonçalo Amaral foi um efeito calculado do próprio Gonçalo Amaral ou da equipa responsável pela investigação que dirigia, no óbvio jogo de Poker a que a polícia portuguesa foi forçada pelo descarado envolvimento das autoridades políticas britânicas (ao mais alto nível!) na difusão do misterioso desaparecimento de Maddy McCann;
  4. O Reino Unido é um país pródigo em casos de pedofilia, raptos, assassinatos, escandalosa incompetência policial e jurídica, mas também na execução das chamadas Low Intensity Operations (assunto sobre o qual vale a pena ler o elucidativo livro do General Frank Kitson). Basta citar os casos ainda por esclarecer das mortes misteriosas da Princesa Diana (sabe-se desde o primeiro momento que estaria grávida de Dodi Al fayed), Charles de Menezes (abater um imigrante brasileiro como um cão, sem nenhuma justificação e passar o tempo a fugir com o rabo às suas responsabilidades é o triste retrato da decadente potência imperial herdada pelos liberal-trabalhistas que actualmente a governam) e de David Kelly (o microbiologista especialista em guerra biológica, ao serviço do governo inglês, “suicidado” poucos dias depois de ter revelado que as afirmações de Tony Blair sobre a possibilidade de o Iraque atingir o Reino Unido, em 45mn, com bombas nucleares, ter sido o resultado de dossiê apimentado expressamente para o efeito belicista do trio Bush-Blair-Aznar.)
  5. Uma hipótese plausível, é que o MI6 esteja ainda a trabalhar por todos os meios para boicotar a Conferência Europa-África, sendo que uma mini-crise diplomática entre Portugal e o Reino Unido, causado pelo affair Maddy, poderia ser parte de uma escalada visando garantir o sucesso do boicote decidido pela velha e decadente potência colonial.
  6. O tom provocatório crescente com que os órgãos de propaganda britânicos têm tratado este assunto, a par do estreito envolvimento do governo inglês no mesmo, tem merecido, por parte do governo português, uma resposta até gora habilíssima, deixando que toda a merda acumulada pela pressão britânica possa vir a transformar-se num inesperado boomerang que apanhe desprevenido o pescoço no não-eleito Gordon Brown.
  7. Uma coisa é certa: a realização da Cimeira Europa-África, se se realizar, será uma pesada derrota para as estratégias divisionistas britânicas, e Gordon Brown poderá não sobreviver a tal desaire, sendo forçado a ir para eleições gerais, dando passo aos Conservadores.


OAM 254, 03-10-2007, 02:04, 12:49

One response to “Madeleine McCann 2

  1. «A interferência da polícia e dos serviços secretos ingleses no affair McCann é patente e escandalosa»Mais do que isso: é estranha. Se somarmos a isso o gigantesco mediatismo que o caso tomou, a ida ao Papa, etc, dá a sensação que há alguma agenda por trás do desaparecimento da miúda.

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