Venezuela 2

Venezuela, Referendo Constitucional, 2007, Cartel, Foto AP
Venezuela, Referendo Constitucional, 2007, Cartel, Foto AP

Então não houve fraude eleitoral?!

“Habrá que madurar y seguir construyendo nuestro socialismo” — Hugo Chávez.

Caracas, 03 de diciembre de 2007. “No hemos perdido nada (…) los programas de Gobierno continúan”, expresó el presidente de la República, Hugo Chávez Frías, la tarde de este lunes, mediante un contacto telefónico en el programa “Dando y Dando”, donde felicitó una vez más al pueblo venezolano por la conducta asumida este domingo durante las elecciones del referendo constitucional.

“La propuesta de reforma es mucho más que una propuesta de reforma, son unos lineamientos estratégicos, algunos de los cuales incluso, quizás con menor peso, con menor intensidad, caben dentro de la Constitución, es un programa social de avanzada”, dijo.

“Los consejos comunales aún cuando no están en la Constitución son una realidad, la geometría del poder se ha despertado, vamos a buscar y seguir trabajando en ello, en cómo darle un giro en el marco de la Constitución hasta donde se pueda”, agregó el primer mandatario.

Para el presidente Chávez, quizás, éste no era el momento de asumir el proyecto de reforma. “Habrá que madurar y seguir construyendo nuestro socialismo”.

“Puede ser que aún no estamos maduros y preparados políticamente para asumir sin temores y sin dejarnos atemorizar por la propaganda adversaria, un proyecto abiertamente socialista. Eso habrá que discutirlo”, dijo.

Indicó que uno de los retos que desde hoy en adelante tiene el pueblo venezolano es demostrar con hechos en qué consiste, (más allá de la teoría), el proyecto socialista. “Levantemos las banderas del socialismo, estudiemos y compactémonos mucho más”, expresó el líder de la Revolución Bolivariana.

El Jefe de Estado señaló además que es necesario que los adversarios a la reforma evalúen su victoria. “Ni un paso atrás, yo llamo al pueblo a que levantemos la moral”.

Sobre la actitud honesta y democrática que tomara, tras recibir los resultados del ente comicial en la madrugada de este lunes, Chávez indicó “actué en consecuencia con ustedes mismos y con la dignidad de este pueblo”.

Reiteró su tesis, en cuanto a la excelencia de la propuesta del proyecto de reforma, y sobre este aspecto destacó “falta tiempo para ese salto, yo creo en el libro rojo, es una propuesta muy buena, es múltiple, compleja y habrá que seguir trabajando en el orden ético, social, económico, político y geográfico. No hay que decir que fracasamos en esta propuesta, ahí está y hay que seguir discutiendo sus bondades, porque esa propuesta es positiva hasta para los que no votaron por ella”.

El mandatario nacional hizo un llamado una vez más a todos los venezolanos revolucionarios para que acepten dignamente los resultados de las elecciones.

“Hemos avanzado mucho, no estoy exagerando cuando digo que no hemos perdido nada, no significa ningún debilitamiento del gobierno. He escuchado algunas opiniones de personas que se han acercado gritado en el Palacio, alegando que si hubo fraude o que fue por los traidores. Yo llamé al Vicepresidente para que hable con ellos, es importante mantener la moral, hemos hecho lo que se debía, ahora la propuesta continua. Con esto hemos ganado en conocimiento y cultura, no empecemos a buscar culpable entre nosotros mismos”.

Durante el programa “Dando y Dando” que transmite VTV, Chávez leyó un mensaje enviado por el presidente cubano Fidel Castro, quien lo felicitó por su discurso en la madrugada de este lunes, el cual calificó como digno y muy ético. — FS/LD/Venezolana de Televisión.

A “esquerda” europeia, sobretudo portuguesa e espanhola, parecem sentir uma urticária danada sempre que ouvem a palavra “socialismo”, ou têm diante de si um país em dificuldades passando por uma qualquer experiência de democracia mais popular, isto é, menos previsivelmente controlada pelas sofisticadas e corruptas plutocracias que hoje dominam as mitigadas democracias ocidentais.

Afinal o que estava em disputa, e acabou por derrotar Chávez, no referendo do passado dia 2 de Dezembro, era a possibilidade de o presidente da Venezuela deixar de estar sujeito a qualquer limite de mandatos. Quer dizer, não era um caso de entronização, como ocorre na monarquia aqui ao lado ou na corrupta Albion, mas de uma referendária modificação constitucional visando possibilitar o exercício sem limites temporais da presidência da república, desde que o pretendente conseguisse a maioria do voto popular. Nada, portanto, nesta fórmula de renovação dos mandatos democráticos, que não ocorra entre nós, portugueses e europeus, em variadíssimos processos de renovação dos mandatos executivos, quer na organização política do Estado, quer nas agremiações, por exemplo, sindicais! Basta olhar para os rebanhos lusitanos de deputados nacionais e autárquicos, ou para o caso de estudo da Madeira, para se perceber o ridículo da “nossa” indignação (mediaticamente induzida) face ao referendo promovido por Hugo Chávez.

Ao contrário de George W. Bush, que roubou as últimas eleições presidenciais americanas, para poder prosseguir a guerra de ocupação contra o Iraque e a promoção do inferno bélico no Médio Oriente, e que interferiu no referendo venezuelano ao ponto de ter autorizado o desenvolvimento de um plano de desestabilização do país, a cargo da CIA, o populista Hugo Chávez, depois de perder a consulta popular, reconheceu de imediato a derrota (por menos de 2 pontos percentuais), e pediu unidade ao país, ao mesmo tempo que reiterou a sua vontade de prosseguir com o projecto de instaurar na Venezuela um regime nacionalista, de inspiração socialista, adequado ao país, ao sub-continente e ao século 21. Compare-se isto com o último avatar do “socialismo” lusitano, José Sócrates, posto onde está para que o país se deixe vender sem dor ao mini-hegemonismo espanhol (via BBVA, Santander-Totta, Endesa, Iberdrola, CEPSA, Repsol, Somague-Grupo Sacyr Vallehermoso, Abertis, Telefónica, etc.) e ficaremos com um bom tema para meditar. Não foram o actual primeiro ministro português e o actual ministro dos negócios estrangeiros português quem, na Oposição, defenderam um referendo em Portugal sobre o novo Tratado Constitucional europeu (1), e agora pretendem evitar a consulta popular em nome de uma aprovação na alcova do parlamento viciado que temos? Em que ficamos? Onde fica a democracia? No “socialismo” populista de Chávez, ou na traição permanente do PS português?

Eu não tenho especial simpatia pelo ex-militar que governa a Venezuela, mas tão pouco nutro qualquer tolerância ideológica pelas eternamente corruptas elites latino-americanas (putas eternas dos imperialismos de turno e chulos criminosos do seu próprio povo.) Ao longo das décadas de 80 e 90, depois de se terem arruinado sob o império do vizinho rico e poderoso do norte, apanhando-o distraído com o desafio oriental e pós-soviético, resolveram perder-se de amores com a antiga potência colonial, até que a implosão económico-financeira da Argentina revelou algo que vem em todos os manuais: o imperialismo é todo igual e actua sempre da mesma maneira. Se perdermos a dignidade e vendermos o corpo ao primeiro que nos acene com um par de notas (ainda por cima virtuais!), acabamos doentes e na mais completa miséria material e ética. Foi o que aconteceu na Argentina, e é isso que a Venezuela, a Bolívia, o Equador e a Nicarágua, entre outros, não querem ver repetido nos seus países. Felizmente têm o petróleo venezuelano e o Brasil para alimentar tal sonho. Como poderia deixar de apoiá-los em tão justa aspiração? O que nós todos devíamos fazer era ir passar o Natal à Venezuela. Para ver, ouvir e conversar com as partes. Não há nada mais fascinante e divertido do que uma revolução. Lembram-se?


NOTAS
  1. Note-se que sou a favor da solução da aprovação parlamentar do Tratado, pois considero que um referendo, no caso em apreço — isso sim–, seria uma farsa de democracia! A diferença da minha posição relativamente à do Socratintas, é que não mudei de avental por mero cálculo político.

OAM 288 04-12-2007, 23:27

One response to “Venezuela 2

  1. boa posta excepto estares de acordo com a fantuchada do Tratado

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