Tratado Europeu 5

Benazir Bhutto
Benazir Bhutto uma heroína moderna, ambiciosa, corrupta e trágica.

Balcanizar os Balcãs, o Paquistão e a Europa!
Das lições de um assassínio político às tentações de Sócrates.

Bush e Cheney agradecem aos retro-Estalinistas e folk-Trotskystas, do PCP e do Bloco de Esquerda, o seu pequeno esforço para rebentar com a Europa.

The Assassination of Benazir Bhutto

“Benazir Bhutto was assassinated in Rawalpindi, no ordinary city. Rawalpindi is a military city host to the headquarters of the Pakistani Armed Forces and Military Intelligence (ISI). Ironically Bhutto was assassinated in an urban area tightly controlled and guarded by the military police and the country’s elite forces. Rawalpindi is swarming with ISI intelligence officials, which invariably infiltrate political rallies. Her assassination was not a haphazard event.

Without evidence, quoting Pakistan government sources, the Western media in chorus has highlighted the role of Al-Qaeda, while also focusing on the the possible involvement of the ISI.

What these interpretations do not mention is that the ISI continues to play a key role in overseeing Al Qaeda on behalf of US intelligence. The press reports fail to mention two important and well documented facts:

  1. the ISI maintains close ties to the CIA. The ISI is virtually an appendage of the CIA.
  2. Al Qaeda is a creation of the CIA. The ISI provides covert support to Al Qaeda, acting on behalf of US intelligence.

The involvement of either Al Qaeda and/or the ISI would suggest that US intelligence was cognizant and/or implicated in the assassination plot.

… “The US course consists in fomenting social, ethnic and factional divisions and political fragmentation, including the territorial breakup of Pakistan. This course of action is also dictated by US war plans in relation to both Afghanistan and Iran.

This US agenda for Pakistan is similar to that applied throughout the broader Middle East Central Asian region. US strategy, supported by covert intelligence operations, consists in triggering ethnic and religious strife, abetting and financing secessionist movements while also weakening the institutions of the central government.

The broader objective is to fracture the Nation State and redraw the borders of Iraq, Iran, Syria, Afghanistan and Pakistan.”

— in Global Research, Prof. Michel Chossudovsky, The Destabilization of Pakistan, December 30, 2007.

Espero que José Sócrates tenha recebido os telefonemas certos e decida em consciência sobre a forma de ratificação do Tratado de Lisboa. Isto é, espero que leve o documento ao parlamento, instituição mais do que suficiente para o efeito. Volto a repetir o que é óbvio:

  1. A Constituição Portuguesa nunca foi referendada, apesar de haver monárquicos que prefeririam um regime diferente, precisamente por se entender que o Parlamento e o Presidente da República, actores obrigatórios de qualquer processo legislativo, têm o voto de confiança do povo para escrever constituições e leis em seu nome. Por maioria de razão, podem e devem os tratados internacionais ser legitimados por via idêntica, desde que obtendo uma maioria parlamentar de 2/3 dos deputados em efectividade de funções.
  2. O Tratado de Lisboa não é o Tratado Constitucional rejeitado pelos referendos francês e holandês, nomeadamente no ponto essencial da existência ou não de uma diplomacia mais consistente na União, representada na proposta do Tratado Constitucional, por um ministro europeu dos Negócios Estrangeiros e por um Serviço Exterior de Acção Comum, e que no Tratado de Lisboa não existe, daí decorrendo, de imediato, as danças caricatas do senhor Sarkozy e do senhor Brown em volta dos fogos africanos, a que vimos assistindo nas últimas semanas. Ora não sendo o Tratado de Lisboa o Tratado Constitucional proposto por Valéry Giscard d’Estaing, deixa de fazer sentido a promessa eleitoral do PS, pelo que José Sócrates se encontra, neste particular, livre de qualquer contradição formal ou promessa por cumprir.
  3. Menos de 1% dos portugueses terão lido os documentos que compõem o corpo doutrinário reunido no Tratado de Lisboa, pelo que obrigar os outros 99% a votar um referendo sobre esta matéria não passa de mais um insulto da imbecil burocracia partidária que temos à nossa inteligência.
  4. Se por hipótese absurda houvesse referendo e vencesse o “Não”, em que situação ficaríamos? Com os tratados anteriores? Mas como, se houve vários países que aprovaram em referendo o Tratado Constitucional entretanto abandonado?!
  5. Se por hipótese absurda houvesse referendo e vencesse o “Sim” (hipótese mais provável), para gáudio do PS e ridículo do PCP, Bloco de Esquerda e PP, que diríamos do gasto inútil em propaganda? Não temos já que ouvir e ver, todos os dias, os comissários políticos, alcoviteiros e diletantes que encharcam a comunicação social?
  6. Se por hipótese absurda houvesse referendo, que sinal estaria o país que conseguiu conciliar a vontade europeia na formulação e assinatura do Tratado de Lisboa a projectar para os demais países da União?
  7. Por fim, o processo de ratificação do Tratado de Lisboa pela via parlamentar e presidencial é o momento ideal para um debate esclarecedor sobre o mesmo, começando-se por dar um primeiro passo pedagógico e democrático: publicar e distribuir gratuitamente o Tratado de Lisboa ao maior número de cidadãos. Foi isso que fizeram os espanhóis com o Tratado Constitucional que referendaram, e deve fazer qualquer regime democrático maduro e responsável na actual circunstância.

A questão europeia é demasiado importante para se deixar aprisionar pelo rosário das sombras ridículas da esquerda e da extrema-esquerda. Não devemos confundir os modelos da alternância política democrática, quer dizer, as diversas e divergentes visões políticas do mundo, da sociedade e da cultura, com o objectivo estratégico da União Europeia. Nenhum outro documento constitucional estabelece tão claramente o direito à alternância democrática, à diferença cultural e à minoria, quanto o Tratado de Lisboa, e isso faz toda a diferença num mundo onde predominam os regimes autoritários e aumenta a cada ano que passa o número de estados falhados. A Europa tem um desígnio pela frente, urgente e ambicioso: devir a grande força de equilíbrio mundial, herdeira e transmissora do melhor que foi acumulando ao longo de milénios de história, sem deixar de reconhecer tudo o que de mal pensado e mal feito tem que ser abandonado e corrigido, em nome de uma irrecusável e nova pluralidade civilizacional. Os desafios são enormes e a Europa, que poderá um dia ir de Lisboa até Istambul e Vladivostok, tem desde já um papel decisivo a cumprir na imprescindível conciliação entre o Ocidente e o Oriente, e entre o Norte e o Sul, sem a qual a espécie humana se arrisca, pura e simplesmente, a entrar num longo período de hibernação pós-nuclear.

A decadência dos EUA, com os quais a Europa tem inúmeras afinidades tecnológicas e culturais, é um dos factores mais perturbantes da actual crise mundial. Infelizmente, a direita americana aposta na divisão e fragmentação da Europa, continuando a usar o Reino Unido como um Cavalo de Tróia e a desestabilizar a ex-Jugoslávia. Bush, Cheney e mesmo Hilary Clinton acreditam que a divisão e fragmentação do Médio Oriente, da Rússia, do Paquistão, é a solução. Não vêem que o mundo mudou. Não percebem que não há “solução final” possível para a perpetuação do sonho americano no topo de uma montanha de desperdícios. É por tudo isto que a questão europeia é demasiado séria para que a deixemos entregue a um qualquer populismo referendário.

Post scriptum (12-02-2008) — Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia: “versões consolidadas do Tratado da União Europeia e do Tratado que institui a Comunidade Europeia, que passa a chamar-se Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, com as alterações neles introduzidas pelo Tratado de Lisboa”.

OAM 303 09-01-2008, 02:38

2 responses to “Tratado Europeu 5

  1. Concordo, António, mas aposto que a nova UE mais ágil, será usada para aderir mais rapidamente às teses americanas.

  2. José,A estratégia americana está num beco sem saída! Ou melhor, a saída que os criminosos da seita de Bush propugnam passa por mergulhar a Europa, de novo, num holocausto!! Se os Democratas vencerem as próximas eleições o mais provável é que levem algum a tempo a redesenhar a sua esfarrapada política externa… e interna!Eu vejo, pois, a coisa doutro modo:1) a Europa tem um problema imediato com a Rússia e por isso procura flanquear a dificuldade através de uma “nova” relação com o Médio Oriente e todo o Mediterrâneo. É disso que o eixo Paris-Berlim está a ocupar-se.2) por outro lado, o grande protagonista da estratégia mundial será cada vez mais a China, que por sinal está muito interessada numa almofada europeia que alivie as tensões entre as super-potências, sobretudo quando proclamar, em breve, o caminho para a reunificação da China…3) enfim, a saída de Bush da Casa Branca pode muito ser o fim de Ahmadinejad à frente do Irão

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