Cães perigosos

American Pit Bull
American Pit Bull

Um governo de piratas!

Em vez de impedir a invasão do país pelas sementes transgénicas (OGM *), através das quais se pretende instalar entre nós o oligopólio alimentar (e da água!) da Rockefeller, da CGIAR – Consultative Group on International Agriculture Research, da Global Crop Diversity Trust, da Monsanto, da Syngenta, da DuPont/Pioneer Hi-Bred, e da Microsoft (por intermédio da Bill&Melinda Gates Foundation), arrasando o que resta da autonomia agrícola portuguesa, o governo socratintas e o respectivo dandy encarregue de velar pela nossa segurança e produtividade alimentares, preferem criar bodes expiatórios a cada transe da sua manifesta incompetência e capitulação canina diante dos poderes económico-financeiros que os alimentam e à sua vasta clientela.

Desta vez, a manobra de diversão passa por proibir e esterilizar sete raças de canídeos no nosso país! Como se as medidas propostas não devessem antes e apenas aplicar-se à minoria de criminosos que se dedica à exploração comercial e ao uso de algumas raças de cães para fins intoleráveis.

“O Governo está a preparar a proibição de sete raças de cães consideradas perigosas e de todos os animais que resultem do seu cruzamento com exemplares de outras raças.”

Comentário 15.03.2008 – 13h50 – Anónimo, Lisboa
Quando ouvi esta noticia fiquei deveras satisfeito, porque afinal já não era sem tempo mandar castrar pedófilos e outros predadores sexuais. Só mais tarde me apercebi que a noticia era outra, afinal eram animais de raça canídea, e aí fiquei triste, porque afinal continuamos a ser um país da treta com políticos a condizer. Quanto á isenção por parte das ditas forças da lei e da ordem (PSP, GNR e companhia) a essas sim deveria ser proibido o seu uso e detenção, porque afinal de contas o treino que lhes é ministrado de certeza não é para nos dar beijinhos, sabendo de antemão que aqueles que, de acordo com a orientação dos ventos politicos, hoje nos protegem são os mesmos que amanhã nos reprimem. Tenham vergonha!

Comentário 15.03.2008 – 12h37 – Rui, Por este andar, futuro emigrante/ex-residente – com muito gosto.
Sou dono de um Rottweiler com 11 anos, tenho 1 filha com 10 anos e nunca deixei de ter familiares, amigos (incluindo crianças) em casas nas festas de anos, natal, etc. O cão serviu para tudo: desde almofada a saco de pancada, e nunca mordeu a ninguém. Por isso, saber que um país que se diz civilizado e europeu, pondera a possibilidade de proibir determinadas raças é para mim uma anedota. Mais uma neste país de ignorantes (sem querer generalizar). Por esta lógica, se se descobrir que o assassino de Lisboa nas últimas semanas fui um cigano (sem qualquer menosprezo pelos mesmos), então devemos proibir/extraditar todos os ciganos, já agora também os árabes – podem explodir em Lisboa. Eventualmente, até foi um branco… nesse caso, fazemos um favor a nós próprios e ao Mundo e acabamos connosco. Os apoiantes desta lei podem ser os primeiros se faz favor… Resumindo, preocupemo-nos em exigir que a Justiça funcione neste país (casa Pia, Apito, Felgueiras e semelhantes são uma vergonha – daqui a anos ainda não sabem quem foi o culpado ou se foi culpado) e deixemo-nos de tretas e discussões sem nexo. Os cães não têm culpa nenhuma. PS: Já fui mordido 2x – por um caniche e um pastor alemão…. — in – Público, 14-03-2008.

Eu tive um Cocker adorável. Chamava-se Farrusco. Como o dono que o amava, era um bom animal, generoso, terno, mas dado à variabilidade de humores. Às vezes irritava-se, rosnava e chegou a morder a minha filha, uma sobrinha dona de uma temível cadela Dobbermann, o Sr. João, que dele cuidava sempre que nos ausentávamos, e eu próprio, quando um dia resolvi interromper o seu sono com uma patada gentil a dedo descoberto! Sempre que mordeu teve, na sua perspectiva, motivo e ocasião. Na realidade, fomos nós, animais humanos, que o provocámos, com ou sem intenção de agredir. Soube mais tarde que a raça Cocker é uma das mais “agressivas” e que detem maior historial de pequenas agressões contra os humanos, incluindo os donos. Devemos então esterilizar todos os Cockers existentes em Portugal? Penso que o ridículo da situação está bem patente para quem saiba o que são cães e os direitos que lhes assistem.

A legislação sobre a posse de animais domésticos deve ser criteriosa, nomeadamente quanto à avaliação prévia das condições exigíveis à sua posse, registo obrigatório numa base de dados dos animais donos e respectivos animais domésticos, marcação electrónica dos animais domésticos, direitos dos animais e aplicação efectiva das leis existentes relativamente aos ilícitos cometidos pelos humanos contra os animais domésticos de estimação, guarda, caça ou pastoreio. Por exemplo, a condenação do abate cruel de cães de caça pelos respectivos donos, isso sim é uma medida urgente que o actual dandy da agricultura deveria implementar sem concessões. Mas como o dandy não quer deixar de ser recebido por todos os Sintra que habitam na aldeia lusitana, e provar dos seus presuntos e perdizes, prefere voltar a sua ira ridícula contra os American Pitt Bull, os Bull Terrier e demais “cães de guerra” que alimentam as audiências dos MCS (“meios de comunicação social”.)

Perseguir e punir seriamente os criadores de “cães de guerra”? Não poderia estar mais de acordo. Perseguir e punir seriamente as lutas de cães? Não poderia estar mais de acordo. Registar todos os canídeos do país e respectivos proprietários? Não poderia estar mais de acordo. Marcar electronicamente todos os canídeos? Não poderia estar mais de acordo. Criar leis estritas para a posse e passeio de cães na via pública? Não poderia estar mais de acordo. Proibir a posse de cães em apartamentos sem condições de alojamento apropriadas? Não poderia estar mais de acordo. Proibir certas raças de cães, porque há quem as utilize para fins ilegítimos? Nem pensar! O Estado “socialista” tem que se habituar à ideia da liberdade e responsabilidade que a cada cidadão é devida e exigível. O paternalismo burocrático revelado nas decisões destemperadas da actual nomenclatura “democrática” é um sendeiro perigoso que nos levará à sociedade concentracionária de Orwell, muito mais depressa do que poderíamos imaginar. O fascismo doce prometido pelos piratas que tomaram de assalto o Partido Socialista tem que ser intransigentemente combatido. Não temos que eliminar os Rottweiler deste país. Mas, pelo caminhar da carruagem, parece cada vez mais evidente que temos que impedir a transformação do actual regime democrático numa democracia suburbana a soldo de máfias e tríades de piratas!

* — Sobre este tema escaldante, de que nada dizem os nossos acomodados parlamentares, leia-se o elucidativo Seeds of Destruction; The Hidden Agenda of Genetic Manipulation, de F. William Engdahl. Como introdução ao mesmo, vale a pena ler o seu artigo

OAM 336 15-03-2008, 17:09

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