Asia

A caminho da Moeda Única Asiática

A China e o Japão fazem mais comércio entre eles do que qualquer destes países com os EUA. Este é um dado histórico novo e de grande importância, que a visita oficial de Hu Jintao ao Japão, a primeira dos últimos dez anos e que hoje tem o seu início, testemunha claramente.

Por outro lado, na passada quarta-feira os principais países asiáticos –China, Japão e Coreia do Sul– decidiram expandir os sistemas de protecção bilateral das taxas de câmbio existentes no âmbito da Chiang Mai Initiative, através de um esquema multilateral mais eficaz face à desvalorização agressiva do US dólar, dando assim origem ao embrião de um dissimulado, mas não menos promissor, Fundo Monetário Asiático!

No fundo, a novidade radical é esta: o Japão acaba de descolar da estratégia imperial americana, tendo-se aliado à China e à Coreia do Sul (os demais países asiáticos aderem por inevitável simpatia), na preparação previsível de uma moeda única regional, para a qual dispõe das maiores reservas mundiais de divisas (FOREX). A Ásia blinda-se assim dos efeitos destruidores que a estratégia da desvalorização agressiva do dólar, e a provável falência da economia americana, lhes causaria, se não tomassem as medidas que estão a tomar.

Os EUA, para esconder a inflação real do país, travaram a divulgação do agregado monetário M3 durante vários meses entre 2007 e 2008. O Banco de Inglaterra, para esconder o colapso do seu sistema financeiro, e as actividades criminosas dos paraísos fiscais de sua majestade ridícula a rainha de Inglaterra, anunciou (in This is Money) que não prestará, até ver, mais informações sobre as operações de ajuda financeira de urgência em curso, planeadas para tapar os enormes buracos de liquidez da banca britânica. E finalmente, o Banco do Japão anunciou a 31 de março último, que a publicitação das suas estatísticas financeiras sofreriam alterações significativas, interrompendo-se, por exemplo, a divulgação mensal da evolução das taxas de câmbio.

Vale a pena ler o post de Elaine Meinel Supkis sobre estas deslocações tectónicas da economia mundial.

Ainda sobre a estratégia chinesa leia-se o mais recente documento estratégico saído da última reunião da cúpula política chinesa.

China politburo holds group study on economic transformation

BEIJING, April 29 (Xinhua) — The Political Bureau of the Central Committee of the Communist Party of China (CPC) held a group study on the transformation of the country’s economic development on Monday.

Hu Jintao, General Secretary of the CPC Central Committee, said that accelerating the transformation of economic development was a pressing strategic task vital to the economy

It is “a fundamental measure to enhance the country’s economic competitiveness and ability to deal with risks and an important guarantee of the goal of building a moderately affluent society ina comprehensive way,” he said while presiding the group study.

… Hu said: “We should keep to the new path of industrialization with Chinese characteristics and promote economic growth to shift from relying mainly on investment and exports to relying on a well-coordinated combination of consumption, investment and exports; from secondary industry serving as the major driving force to primary, secondary and tertiary industries jointly driving economic growth, and from relying heavily on increased consumption of material resources to relying mainly on advances in science and technology, improvement in the quality of the workforce and innovation in management.”

Hu said macro-economic controls should be strengthened and improved. He added that the trend of slower global economic growth, and its impact on China, should be accurately observed.

“We should improve the nature of scientific, foresighted and effective macro-economic controls, adjust and optimize the investment structure and vigorously support modern agriculture, energy conservation and pollution discharge reduction to ensure the realization of macro-economic control goals,” he said.

He called for substantial efforts to increase the capability of innovation, taking a road of innovation with China’s own characteristics, giving greater priority to increasing the capability of independent innovation, further deepening the restructuring of the country’s science and technology sector, implementing major research and development programs, and actively creating an environment to encourage enterprises to innovate.

China shall make greater efforts in developing technologies regarding energy-efficient materials, new energies and oil substitutes, Hu said. He pledged to speed up the development of service sector, integrate urban and rural development, modernized the agriculture to better feed its 1.3 billion people. — in China View.

OAM 355 05-05-2008, 02:50 (actualização: 06-05-2008, 02:43)

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