Por Lisboa 19


Macau: Sands’ Cotai Strip, o novo casino e complexo hoteleiro do grupo Las Vegas Sands, adiado sine die por causa da crise mundial.

Salvar a Mouraria
TEMOS QUE COMEÇAR POR ALGUM LADO! ASSINA ESTA PETIÇÃO

O nome Mouraria remonta a 1170, época de D. Afonso Henriques, quando o monarca deu foral aos mouros de Lisboa e concedeu esta zona aos mouros vencidos.

Pela encosta estende-se um emaranhado de ruas, ruelas, travessas, becos e largos com uma beleza única, um valor histórico e uma diversidade cultural inigualável. Porém, e por incrível que pareça, esta pérola no centro de Lisboa está abandonada, suja, degradada, moralmente abatida, em nada contribuindo para a fotografia do turista que passa…

Bairro com mais de 5.000 habitantes, muitos deles vivendo em condições desumanas, com problemas de salubridade e de recolha de lixos, tráfico e consumo de droga a céu aberto, fraco policiamento, ausência de jardins e espaços infantis, entre outros graves problemas. A Mouraria continua na mesma: sem rei nem roque!

Las Vegas Sands halts Macao projects

November 11, 2008 (Herald Tribune). LOS ANGELES: Casino operator Las Vegas Sands, which warned last week that it was in danger of defaulting on loan agreements, said Monday that it would suspend construction in Macao as it copes with a lack of financing.

The Sands also reported a narrower third-quarter net loss and that it expected to release details shortly of a $2 billion bond sale.

“We have elected to significantly slow the pace of our development activities on the Cotai Strip” in Macao, said William Weidner, the Sands’ chief operating officer, said. The casino company will “focus our current efforts on maximizing our cash flow and our returns on invested capital from our existing properties in Macao.”

Shares of Sands, which have plummeted from a 52-week high of $122,96, closed Monday at $8 on the Nasdaq in New York, only to fall in after hours trade to $7.45.

Iniciada por Inês Valsinha, a petição à Assembleia da República para salvar o bairro da Mouraria da degradação irreversível é um passo mínimo, mas necessário, para começarmos, por algum lado, a vencer a inércia política nacional. Até agora, o estratagema oculto que tem levado ao abandono das mais belas e históricas zonas residenciais de Lisboa e Porto é simples de entender: expulsar os moradores tradicionais da zona, em geral pobres e envelhecidos, ou jovens sem futuro, para depois especular com as ruínas! O processo é hoje bem visível na Foz do Douro e no Bairro Alto. E é sobretudo conhecido em muitas capitais por esse mundo fora, onde ao longo das décadas de 1980, 1990 e ainda nos primeiros sete anos deste século centenas de milhar de pessoas foram sendo empurrados com irresistíveis ofertas para as periferias suburbanas e condenadas das grandes cidades, deixando o filet mignon urbano às novas classes endinheiradas. No caso da capital portuguesa, basta observar a tentativa sistemática de liquidar o Bairro Alto em nome da mais desmiolada especulação imobiliária e financeira.

O rolo compressor da especulação imobiliária, felizmente, ruiu e não voltará a fazer estragos tão cedo. Teremos uma década pela frente sem a tremenda corrupção político-empresarial que distorceu boa parte da economia mundial e a vida de milhões de pessoas. Todos vamos estar mais atentos e seremos sem dúvida alguma muito mais exigentes em matéria de cidadania e responsabilidade democrática. Em suma, uma boa oportunidade para repensar a inadiável metamorfose da cidade pós-petrolífera. Boa parte dos subúrbios definhará ao longo das próximas duas décadas. Temos que voltar a concentrar cidades como Lisboa e Porto, repovoando-as a partir de uma revolução das leis de propriedade e usufruto dos solos, de aquisição e de arrendamento da propriedade horizontal. Mas também através dum programa de reconstrução urbana dos edifícios degradados e de uma revolução inteligente de todo o sistema de mobilidade e transportes.

A suspensão da construção do terceiro casino Las Vegas Sands em Macau é um bom sintoma, que não deixará de levar Belmiro de Azevedo, Américo Amorim, Ricardo Salgado e José Roquete, entre outros, a por as barbas de molho… em Tróia, na Comporta, no Alqueva e por toda a ameaçada Costa Vicentina. O aeromoscas de Beja morreu antes de nascer. Paz à sua alma!

Para começar, assinemos esta petição!

OAM 474 14-11-2008 10:19

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