Republica Electronica

A blogosfera pode ter objectivos

Portugal está a desfazer-se, corroído pelo cancro de uma partidocracia corrupta e incapaz de se reformar.

Temos três eleições pela frente e um governo — que deverá demitir-se assim que termine o seu mandato, sem mais delongas nem oportunismos eleitorais, venham eles de São Bento ou de Belém!

Neste momento, entalados entre os grandes corruptos do PS e os grandes corruptos do PSD — que capitaneiam o Bloco Central da Corrupção —, ouvem-se em cada dia que passa os apelos à renovação dos votos matrimoniais do ruinoso Bloco Central. São apelos desesperados, disseminados pelos canais mediáticos convencionais (jornais e televisões) — há muito ocupados pelas máquinas de propaganda dos principais partidos com assento parlamentar.

Ora o que é preciso é depurar urgentemente e sem rodeios os partidos mais corrompidos da nossa democracia: PS, PSD e CDS-PP. Ora o que é preciso é criar novos partidos e potenciar o crescimento criativo do Bloco de Esquerda. Em suma, proceder a uma reestruturação do moribundo espectro partidário que temos.

Creio que a blogosfera está em condições de propiciar uma poderosa ajuda neste sentido.

A ideia é simples: sob a designação República Electrónica (onde cabem naturalmente os simpáticos e muito activos monárquicos que conheço) devemos por os blogues a falar entre si, por forma a podermos lançar campanhas coordenadas de informação, contra-propaganda e mobilização das consciências (e dos votos!).

O Blog List do António Maria, que acabo de introduzir, destina-se a isto mesmo. Quem quiser sugerir nomes de blogues que façam sentido neste ringue de activismo electrónico, não hesite! Será bem-vindo😉

NÃO HÁ TEMPO A PERDER!

OAM 541 25-02-2009 10:00

6 responses to “Republica Electronica

  1. AntónioA República Electrónica é uma grande ideia, sobre a qual também já metidei. Porém é necessário um mínimo denominador comum e encontrar um mecanismo que obrigue todos os bloggers aderentes a publicitarem nos seus blogues as decisões da maioria. Seria um parlamento virtual compostos por bloggers. Não é difícil de implementar:1. Criar o PralamentodeBloggers.blogspot.com2. Angriar bloggers aderentes. Cada um tem um voto; Cada blogger aderente tem que publicar os RSS do PralamentodeBloggers.blogspot.com no seu próprio blog;3.Nomear um administrador responsável por gerir o blog e sistema de votação online;4. Cada blogger aderente tem direito a apresentar medidas/posições públicas para serem sujeitas a aprovação atráves de um sistema de sondagens online fechadas; A proposta é discutida na caixa de comentários até se chegar a uma síntese sujeita a votação;5. Caso a proposta/posição pública do ParlamentodeBloggers seja aceite por maioria simples seria um texto com bastante legitimidade e audiência, susceptivel de chegar à comunicação social. Multiplique 100 bloggers aderentes por 100 leitores diários de cada um deles e teriamos 10000 pessoas contactadas. 6. Todos os assuntos e todas as ideologias poderiam estar representadas.Vamos falando sobre isto, OK ?

  2. José,Seria interessante criar um parlamento de opiniões em rede, a pensar já no ciclo de eleições deste ano.O primeiro passo seria montar uma agenda temática, nomeadamente tendo em conta os programas partidários, mas não só!A metodologia poderia aproximar-se disto:1) definir uma agenda flexível (i.e. que pode crescer ou subdividir-se ao longo do tempo)2) dar um prazo de discussão para cada tema (por exemplo: 5 dias)3) anexar a cada debate um quadro de votação, que seria activado após o encerramento de cada discussão.Vamos a isto!

  3. Parabéns pela ideia, uma iniciativa pró-activa capaz de fazer nascer uma nova consciência nacional. Força, para a frente é que é caminho!

  4. Voltando ao tema…A primeira constatação que me leva a considerar mais seriamente a possibilidade e utilidade de lançar um movimento electrónico de opinião e pressão política é o estado terminal em que se encontra o actual sistema partidário português. A desorientação é total. O oportunismo de todos os partidos e organizações corporativas (sindicatos e associações patronais) salta à vista. A corrupção perdeu a vergonha. Em suma, caminhamos para um perigoso colapso do actual regime político, sob o peso de uma dívida externa insuportável e a ameaça de pilhagem do que resta da riqueza nacional, pelos muitos piratas à solta, num país sem rei nem roque, onde a justiça não passa de anedota.Não creio, porém, que possamos copiar a arquitectura do actual sistema constitucional para a Internet. O problema da criação duma República Electrónica, ou de uma Democracia Virtual (qualquer destas designações me parece oportuna) não reside na desmaterialização dos vícios existentes, mas sim na descoberta de uma forma nova de perceber a vontade esclarecida dos povos e os interesses estratégicos de cada território ou rede de cidadania.Daí que a solução exija sobretudo um esforço preliminar de conceptualização, e o recurso a estratégias computacionais de compilação e representação amigável das complexas redes ideológicas e de vontade que formam o tecido social pós-contemporâneo.Deveríamos começar pela elaboração de um mapa interactivo da blogosfera política e social.Aqui chegados, poderemos criar um conjunto de filtros, algoritmos e formulários, com a missão de plasmar, visual e conceptualmente, as diferentes maiorias democráticas face aos temas importantes da nossa vida colectiva.Ou seja, ao contrário das hierarquias e compromissos típicos dos partidos políticos que regem a actual democracia portuguesa, teremos que descobrir o caminho para uma democracia automática, não coerciva e inteligente, onde a inteligência das redes e a transparência cibernética substituam a manha do cacique, bem como a corrupção endémica associada à perversão burocrática da democracia.

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