Portugal 101

Geração Europa e a proximidade de Aquarius

Aquarius

Nasceu uma estrela no PSD. Chama-se Paulo Castro Rangel. Aquário, nascido no premonitório ano de 1968. Vem do Norte e fez a diferença na formal sessão comemorativa dos 35 anos da revolução de Abril realizada na Assembleia da República.

Paulo Rangel apontou a liberdade como “o bem sublime” deixado pelos militares de Abril e “o maior bem que uma geração pode dar a outra”.

Em seguida, alegou que o Governo está a “roubar a liberdade de escolha às gerações futuras” com o seu “programa de grandes obras públicas” porque este deixará “uma dívida monstruosa”, uma “renda anual de 1500 milhões de euros até 2040, durante 30 anos”.

“É por isso que hoje, 25 de Abril de 2009, é necessária uma ruptura”, defendeu o social-democrata.

“Chegou a hora de a geração Europa, a nossa geração tomar o destino em suas mãos e impedir o sequestro do futuro de Portugal, o sequestro de gerações e gerações de portugueses. Chegou a hora de cortar amarras e correntes”, concluiu. — in 25 de Abril: Oposição pede “ruptura” e PS diz que “Portugal vai dar a volta” 25.04.2009 – 13h09 Lusa/ Público. Audio TSF.

Não sei se já repararam na Manuela Ferreira Leite ultimamente. Anda mais bem vestida, melhor penteada e sorri com mais à vontade e graça. Numa palavra, está mais linda! Desconheço quem a tem ajudado, mas parabéns, pois tem feito um bom trabalho.

Os políticos não tem que ser estrelas de cinema, e muito menos pin-ups de telenovela exibindo a toda a hora o bem que vestem, a mediocridade dos seus quotidianos ou as suas qualidades metrosexuais. Os políticos têm apenas que revelar conhecimento, determinação, compaixão e credibilidade, para que os eleitores neles possam votar em confiança. Um político pode ser demagogo, mas não pode ser um mentiroso, nem praticar na sua vida privada o que publicamente condena nos outros. O facto de Manuela Ferreira Leite não ser jovem, nem pin-up, não lhe retira um grama de valor, nem de poder, nem de vantagem eleitoral. A mulher mais poderosa do planeta, Angela Merkel, foi ridicularizada pelos média por causa da sua aparência, mas de que serviu? Para lá do semblante inicialmente inseguro de um político que sobe uma montanha, o determinante é avaliar a segurança e honestidade das suas propostas — independentemente de coincidirem ou não com as nossas convicções ideológicas. Eu não quero acreditar apenas no partido em que voto, mas nos outros também. Quero participar num jogo de cidadania jogado com técnica, sabedoria e fairplay, e não em jogos viciados, cujos protagonistas não passam de marionetas apinocadas de sociedades secretas e redes criminosas.

Manuela Ferreira Leite pôs o dedo na ferida da nossa economia assim que chegou aos comandos do partido laranja na sequência de uma crise populista que não deu em nada, pela razão óbvia de que os seus sucessivos protagonistas (Pedro Santana Lopes e Filipe Menezes) são carne fraca e virtualmente desmiolada. Ao contrário do que o ambicioso intriguista que se veste de “Professor Marcelo” perante milhões de portugueses tem vindo a disseminar mediaticamente de forma sibilina, a secretária-geral do partido pelo qual Marcelo Rebelo de Sousa gostaria de vir a ser candidato presidencial (ilusão que não posso deixar de considerar senil) não só tem vindo a marcar a agenda política com determinação, levando o próprio presidente da república a desferir uma semana antes do 25A, contra a orquestra governamental socratina, o mais demolidor discurso anti-Sócrates do seu mandato, como decidiu bem e com grande sentido premonitório a escolha do candidato laranja às eleições europeias. Paulo Castro Rangel, num só discurso, o de ontem, pode ter ganho ao PS as eleições primárias de Junho. É obra!

Só quem não mediu bem o impacto instantâneo do seminal discurso de Paulo Rangel, ficou sem perceber o tom de Pitonisa de Cavaco Silva na sua oração sobre o 25 de Abril. Se não houve coordenação entre os dois, foi como se tivesse havido. O resultado retumbante do dueto vai certamente perdurar durante o que resta de 2009. E será tanto mais evidente quanto mais tragicamente a tríade de Macau afundar o PS em nome do infeliz papagaio que catapultou para a cúpula da rede sombria que sequestrou o Partido Socialista.

À medida que Paulo Rangel desferia o seu implacável libelo contra os hipócritas de Abril, os deputados PS encolhiam a olhos vistos atrás das suas carteiras tecnológicas. Creio que os BMW saíram todos pelas traseiras, com Jaime Gama, Manuel Alegre e a restante nomenclatura com direito a transporte de luxo. Sem pergaminhos, nem o limo pegajoso da perversão partidocrática que vem corroendo a democracia portuguesa —ao ponto de ameaçar a sua própria sobrevivência—, o jovem deputado e candidato laranja ao parlamento europeu reclamou e bem o dever de não se roubar a liberdade às gerações futuras. Mas mais: acusou os “socialistas”, e nas entrelinhas toda uma geração de oportunistas (o Bloco Central da Corrupção), de traírem o espírito de Abril ao pretenderem hipotecar o futuro dos seus próprios filhos e netos em nome das suas milionárias e criminosas vantagens no presente. Os deputados laranja estavam igualmente atónitos! Alguém se lembra ainda do furacão Sá Carneiro?

Esta Geração Europa não tem já nada que ver com os papagaios lançados ao ar pelos cus pelados do Bloco Central. Os pinóquios metrosexuais da laia de José Sócrates e Pedro Passos Coelho bem podem começar a reservar umas férias no Nepal! Paulo Castro Rangel é outra loiça. E com ele estarão certamente milhares de jovens profissionais e quadros técnicos formados a duras penas e com brio, mas a quem a democracia de Abril fecha as portas, reservando-lhes apenas salários humilhantes, desemprego ou a porta da emigração. Está na altura de esta Geração Europa tomar conta da democracia e olhar melhor por ela do que a minha geração olhou.

Continuo a recomendar o voto nos pequenos partidos. Mas se o pragmatismo de muitos exige votar num partido com vocação governativa imediata, então que mudem imediatamente o seu voto para o PSD. Nasceu um furacão político. Dêem-lhe a seiva eleitoral que merece. E protejam-no!

OAM 578 26-04-2009 17:35

2 responses to “Portugal 101

  1. Concordo. Pode ser bem mais eficaz que votar em pequenos partidos

  2. Sim, o Dr. Paulo Rangel ainda dará um bom 1º ministro.

    PS:Mas ainda não entendi o porque de sua defesa daquela história de criminalizar o enriquecimento ilícito, como se as formas mais torpes e enganosas de enriquecer de maneira imoral não fossem já todas legalizadas.

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