Israel

Um bom pretexto

A intensificação da guerra no Afeganistão —uma armadilha que tem atraído o envolvimento crescente dos Estados Unidos e da Europa Ocidental—, somada ao agravamento da crise “interna” iraniana, está a transformar o Médio Oriente num barril de petróleo prestes a explodir. As consequências de um tal desenlace são imprevisíveis e seriam certamente catastróficas. Basta um fósforo chamado Jerusalém para que o pior ocorra.

A recente decisão dos sionistas radicais de expulsarem milhares de palestinos de Jerusalém Oriental, é o género de provocação à paz mundial que poderá facilmente abrir o caminho a uma III guerra mundial. Obama, Putín (Medvedev) e Hu Jintao conhecem perfeitamente o perigo de uma tal situação, caso fique fora de controlo. Ora os racistas que hoje dominam Israel são capazes de quase tudo. Na realidade, parecem-se cada vez mais com aqueles que mais dizem odiar: os nazis!

Playing with fire, by Haaretz Editorial

The controversy surrounding the plan to create a Jewish enclave in the heart of the Palestinian neighborhood of Sheikh Jarrah in East Jerusalem is not another routine expression of the U.S.-Israel dispute over the settlements. The timing of the decision to build dozens of housing units in the Shepherd Hotel complex, at the height of efforts to reach an agreement on limited construction in the settlements, casts doubt over Prime Minister Benjamin Netanyahu’s willingness to enter serious negotiations on a final-status agreement. The support he granted the construction project yesterday, despite the vehement condemnations of America and Britain, show he is prepared to endanger Israel’s most essential foreign relations for a provocative initiative led by Irving Moskowitz, the patron of right-wing organizations in East Jerusalem.

U.S. President Barack Obama’s opposition should not have surprised Netanyahu. The day after Jerusalem Day, when the prime minister declared the city is “Israel’s united capital” and would remain forever under Israeli sovereignty, Washington clarified that authority over East Jerusalem would be resolved only through negotiations on a final-status agreement.

… Since 1967 Israel has expropriated 35 percent of East Jerusalem in order to construct 50,000 housing units in neighborhoods intended primarily for Jews. During the same period, fewer than 600 housing units were built for Palestinian residents with government support. — in Haaretz.com (20-07-2009).

De momento parece haver unanimidade mundial na condenação do comportamento provocatório dos sionistas radicais chefiados por Benjamin Netanyahu. Mas se houver uma provocação que force a Rússia, ou os Árabes a reagir, quem controlará a situação?

OAM 607 22-07-2009 01:05

2 responses to “Israel

  1. «A intensificação da guerra no Afeganistão — uma armadilha que tem atraído o envolvimento crescente dos Estados Unidos e da Europa Ocidental»

    E quem armadilhou, António? Quem tem a ganhar com a guerra? Quem inventou as armas de destruição maciça do Iraque?

  2. Claro que foram os ingleses e os americanos. Quando falo de armadilha refiro-me a um facto objectivo, que tem o efeito de uma armadilha: por um lado, o estilo de vida Ocidental empurra os EUA e a Europa para jogos de guerra e diplomáticos dirigidos à segurança das principais fontes de abastecimento de combustíveis fósseis líquidos e gasosos “baratos”; por outro lado, este esforço de segurança agressivo esgota os recursos sobretudo financeiros das potências até agora dominantes, criando as condições ideias, a prazo, para o colapso das actuais hegemonias, e a emergência das seguintes.

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