Portugal 126

Um voto inteligente contra Sócrates

Acabo de receber um oportuno artigo sobre o que é preciso fazer para derrotar de vez a caricatura socialista que fizeram do PS. O artigo leva o título Voto Útil Contra O ps De sócrates, foi escrito por Fafe, com a colaboração (presumo) de Juvenal Paio, e está publicado no blogue PrimeiroFAX.

Se quer derrotar o actual PS, traído e esventrado pela Tríade de Macau e suas marionetas e papagaios amestrados, tem que conservar a cabeça fria e prestar alguma atenção ao método de Hondt, escolhido, imposto e aplicado para favorecer os grandes partidos e os distritos mais populosos, contra os partidos pequenos e médios, e contra as regiões, zonas e localidades menos povoadas do país. É um sistema injusto, mas que temos que perceber como funciona, para assim podermos votar de acordo com os nossos objectivos finais. Se queremos derrotar este governo de cretinos e vigaristas, se queremos viabilizar uma reforma profunda do nosso caduco sistema partidário, então teremos que começar por derrotar a pandilha de José Sócrates e o próprio José Sócrates com um voto inteligente!

E para isso, aqui vai uma tabela bem mais útil que os decibéis cada vez mais agressivos e enganadores da campanha eleitoral.

Para derrotar o “PS” de Sócrates, se vive nalgum dos distritos abaixo indicados, vote nas únicas opções capazes de contribuir objectivamente para nos livramos do engenheiro de aviário que nos tocou há quatro anos e meio na rifa.

  • Beja: votar na CDU
  • Bragança: votar PSD
  • Castelo Branco: votar PSD
  • Évora: votar CDU ou PSD
  • Faro: votar PSD ou Bloco
  • Guarda: votar PSD
  • Portalegre: votar PSD
  • Viana do Castelo: votar PSD ou CDS-PP
  • Vila Real: votar PSD
  • Açores: votar PSD
  • Madeira: votar PSD

Se vive nos grandes distritos e cidades, pode seguir mais de perto as suas inclinações, interesses ou inspiração. Neste caso recomendo ainda assim, muito fortemente, a preferência pelo partidos emergentes: o Bloco e o CDS-PP, pois só uma forte subida eleitoral destes dois partidos mudará de facto o corrompido, estafado e perigoso Bloco Central.

É este o tipo de contas que os estados-maiores dos partidos não se cansam nem cansarão de fazer e refazer, dia a dia, hora a hora, e em cada minuto que passa, até ao próximo e decisivo dia 27 de Setembro. Nós também!

Declaração pessoal de interesses

Já escrevi neste blogue mais de uma vez, e repito, que tenciono votar no Bloco de Esquerda para a Assembleia da República, no próximo dia 27 de Setembro; em António Capucho (PSD), para a Câmara Municipal de Cascais; e que me candidato pelo PS+Helena Roseta à Assembleia de Freguesia de São João de Brito. Contradição? Incoerência? Nem por isso!

Há certamente muita gente por este país fora que é capaz de fazer o mesmo. O que não é vulgar é assumir a coisa. Há um tabu, que os partidos políticos alimentam como se fossemos todos imbecis e não soubéssemos distinguir as subtilezas de uma votação com os seus contornos de classe mais ou menos oportunistas e diferenças ideológicas cada vez menos claras. Em vez de cair na armadilha do “voto útil” —suplicado pateticamente pelo PS e pelo PSD—, os portugueses estão rapidamente a adoptar a praxis alternativa do que resolvi chamar “voto inteligente”. Esta é certamente uma arma poderosa para mudar positivamente o rumo da democracia portuguesa. Usemo-la, pois, com a determinação estratégica que merece.

OAM 624 20-09-2009 18:42

2 responses to “Portugal 126

  1. Um artigo muito bem apresentado. Só que…

    O método aconselhado é elogiável, porém a sua aplicação é incoerente com a recomendação. Na escolha geográfica para as votações nota-se claramente que esta não evita a recaída num dos partidos do bloco central, de certo o grande problema que se deve e quer evitar.

    Não é de crer que a população tenha amadurecido suficientemente, política ou democraticamente, para ter discernimento para o fazer. Ao vermos e ouvirmos o marketing político dos vigaristas dos partidos e sabendo que foram preparados por profissionais que conhecem a mentalidade da população, contando com isso para obter resultados, somos obrigados a reconhecer esse facto. Facto provado ainda pelas sondagens, ainda que estas não sejam de fiar.

    Há ainda dois grandes problemas. Um deles é que sendo mais que certo e provado tudo o que aqui se afirma sobre o PS, infelizmente os outros não são melhores. O outro problema é que a constituição não obriga à formação de governos democráticos relativamente aos resultados das eleições. Os partidos que não obtêm votos suficientes não têm participação nos governas. Assim, contrariamente ao que se passa com o parlamento e nos países mais democráticos e avançados socialmente, em geral aproximadamente 60% dos votos vão directamente para o lixo, o que torna todos os governos minoritários relativamente aos desejos expressos pelos eleitores. Os governos assim formados ficam muito longe de representarem a população no seu todo.

    Outro ponto a tratar é a corrida dos abutres parasitas e incompetentes ao assalto do espólio: a distribuição de cargos administrativos pelos militantes partidários e compinchas. Para além de que este facto é uma vergonha inconcebível em qualquer país que pretenda ser minimamente democrático, é a causa da quase paralisação da administração pública dirigida por parasitas incapazes. Existe muita gente capaz a quem esses cargos deveriam ser entregues por concurso público. Não o fazendo, os parasitas estão a roubar os empregos a quem os merece.

  2. Os regimes não são imutáveis, e este entrou claramente num plano inclinado de implosão. Estou convencido de que o Bloco Central vai deixar de ser paulatinamente uma opção do “voto inteligente” (que é mais do que um simples voto útil mais ou menos interesseiro e comodista). E a razão é simples: as classes médias estão e continuarão a estar sob uma enorme pressão destruidora por parte de duas forças imparáveis: a destruição do trabalho pela lógica suicida do Capitalismo, e o desenvolvimento de uma cleptocracia de Estado formada por uma aliança oportunista entre as burocracias partidárias e as burguesias parasitárias do poder. O terceiro mundo está a conquistar as democracias ocidentais a uma velocidade preocupante. Neste cenário os eleitorados europeu e norte-americano tenderão rapidamente a deixar cair os centrões rotativistas até agora hegemónicos.

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