TAP 6

Temos que ser surdos à demagogia populista, de direita (CDS) e de esquerda (PS, PCP, BE)

Se a TAP desaparece e as Low Cost não querem Alcochete, para quê um novo aeroporto? E o fecho da Portela?!

A TAP e a RTP não são serviços tão essenciais ao país, i.e. sem quem os substitua com vantagem económica e qualidade, que mereçam continuar a ser generosamente subsidiados por todos nós, tornando mais difícil acudir às verdadeiras emergências sociais (pensões e reformas) e necessidades estratégicas do país (electrificação e renovação integral da rede ferroviária nacional, modernização dos portos marítimos e fluviais, adaptação das grandes urbes ao paradigma energético pós-carbónico e criação de uma rede de cidades ecológicas, desenvolvimento acelerado de uma verdadeira economia do mar e adequação do sistema de defesa nacional aos desafios que se desenham no horizonte.)

Há muito para criar e há por conseguinte centenas de milhar de novos empregos à espera de um Portugal liberto da geração de burocratas e especuladores que há uma vintena de anos impedem o seu desenvolvimento sustentável. Insistir na manutenção de empregos inviáveis é um estupidez sem nome.

O Estado e as empresas públicas em geral precisam urgentemente de emagrecer, para pouparmos nas dívidas pública e externa, para termos maior produtividade e qualidade nos serviços, para libertar recursos que permitam à sociedade civil produzir mais e melhor e sobretudo libertar-se da indigência burocrática e da subsidio dependência que vêm definhando o país.

O sindicato dos Pilotos de Aviação Civil (SPAC) defende que o encerramento da TAP teria como consequência para o país o “aumento da dívida pública em mais de 1,5 mil milhões de euros e do défice público em 1,5% do PIB, em 2010, devido ao aumento do desemprego em mais de 12 mil pessoas e ao pagamento de indemnizações por rescisão”.

Em comunicado, reagindo à manchete de hoje do Diário Económico, os pilotos avançam que as consequências do encerramento da companhia aérea para o país “serão substanciais”, sobretudo depois dos compromissos feitos, como a construção do Novo Aeroporto de Lisboa.

Além disso, os pilotos apontam a redução das exportações em 0,8%, a redução do número de ligações aéreas de Portugal a outros destinos, a perda de quota de mercado, entre outros.

O SPAC defende que a “a acontecer [o encerramento da companhia aérea] não será por culpa dos Acordos de Empresa dos trabalhadores ou dos pilotos (…) mas sim por causa dos erros de gestão, como as excessivas compras de aviões ou empresas falidas, financiadas por dívida onerosa”.

Ref.: Fim da TAP agrava dívida pública em 1,5 mil milhões (Económico)

OAM 633 06-10-2009 18:45

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