Bloom Energy

Vem aí a nova rede energética! Barragens para quê?

Edifício da ebay alimentado pelos servidores da Bloom Energy.

Em termos de paradigma, faltava ao sector energético o parceiro tecnológico homólogo da micro computação e da Internet. Parece que vem a caminho. Chama-se Bloom Energy!

Ou seja, faltava uma fonte de captura, transformação, conservação e distribuição de energia simultaneamente limpa, independente das grandes e ineficientes redes eléctricas convencionais (de alta e muito alta tensão) e dos monopólios da era industrial (de que a EDP é o cadáver adiado), sendo ao mesmo tempo menos cara do que as opções convencionais, e muito menos cara do que a actual energia oriunda dos parques eólicos e das herdades foto voltaicas (cujo financiamento fiscal gerou uma bolha especulativa prestes a rebentar).

Os servidores de energia da Bloom Energy, que já funcionam em fase experimental em instalações da Coca-Cola, Walmart, FedEx, ebay, Staples, Google, COX e Bank of America, entre outros gigantes da indústria americana, parece ser a revolução por que todos esperávamos.

Lembram-se do que sucedeu aos jornais e televisões quando surgiu a Internet? Lembram-se do que mudou na Portugal Telecom e na generalidade das empresas de telecomunicações depois da criação do Voice Over IP, de que a Skype é hoje líder? Conhecem os impactos na economia mundial, de empresas como a Amazon, ebay, Paypal, Google e Facebook? Sabem porque é que o senhor da Microsoft, Bill Gates, se reformou? Pois é, a EDP do pedante Mexia que se cuide! E nós, pagadores de impostos, o melhor que temos a fazer é exigir em uníssono aos governantes e políticos que conduziram o nosso país ao estado lastimável em que está, que, pelo menos, não façam mais asneiras! Parem imediatamente a construção da barragem assassina do Baixo Sabor, e os processos conducentes à construção das barragens do Fridão e do Tua!

O mundo da energia eléctrica está à beira de sofrer uma revolução pelo menos tão grande como aquela que a Internet trouxe ao mundo.

Rejeite-se, pois, a vigarice dos contratos de venda de energia à rede. O governo de piratas que tomou conta do nosso país andou por aí a impingir pacotes foto voltaicos alimentados pelo endividamento de Estado, ou seja, com impostos pagos por todos nós, que em breve irão aumentar. Para quê? Pois para alimentar monopólios velhos e inviáveis, como a arrogante (e a prazo falida) EDP do pedante Mexia.

Em vez de dar prioridade à eficiência energética, à inovação e ao desenvolvimento de soluções locais e independentes (off the grid), a nomenclatura indolente, inculta e corrupta que tomou conta da exangue democracia portuguesa, preferiu insistir na destruição ambiental, no desperdício e no assalto à poupança e produtividade nacionais através do vampirismo dos vários monopólios e oligopólios que exploram os recursos estratégicos do país.

A EDP quer barragens, que nada acrescentam à produção eléctrica nacional, única e exclusivamente para aumentar ficticiamente o valor dos activos e garantias próprias que tem que oferecer para conseguir os financiamentos gigantescos da sua aventura na bolha especulativa das energias renováveis. Esta, no entanto, está a esvaziar-se rapidamente e a estocada final poderá surgir antes de qualquer das anunciadas barragens assassinas da EDP estar concluída, com a assinatura de uma empresa californiana chamada Bloom Energy!

OAM 698 — 3 Maio 2010 2:24

2 responses to “Bloom Energy

  1. É realmente notório que vai aparecer uma alternativa ao método como é hoje produzida a energia, e o Sr. Gerald Celente tem vindo a enfatizar esse assunto! A revolução energética está à porta, mas não será por meio da Bloom Box.. infelizmente. O indiano que inventou a Bloom Box decidiu, ao que parece, adoptar o sistema capitalista de exploração do negócio em vez de optar pela livre expansão da ideia com a explicação do método de funcionamento… como toda a gente faria, claro…

    O resultado é que a Bloom Box é bastante cara tendo em consideração o seu simples conceito… apesar de muito mais viável que o plano assassino de barragens do nosso governo.

    Na minha opinião, bastava utilizar uma fracção do dinheiro aplicado nas barragens para providenciar energia limpa aos portugueses, investir em painéis solares em TODAS as casas, sendo este investimento financiado pelo estado e depois o povo paga com geração de energia para a rede, beneficiando ainda de uma redução da factura da energia.

    Deste modo, todos saíam a ganhar:
    – As empresas privadas de painéis solares (Portuguesas) criavam mais postos de trabalho;
    – O desemprego baixava;
    – O “zé povinho” era directamente beneficiado;
    – o Mexia não mexia mais nos nossos bolsos e não enchia os dele!

    Tenham atenção ao SEARL EFFECT… isso sim seria um MAJOR DEVELOPMENT!

    Outra provável fonte de energia inesgotável seria o desenvolvimento da FUSÃO A FRIO, mas todos estes sistemas estão há muito tempo na gaveta, por foça dos lobbies…

  2. Alguém por favor ouça estes senhores! Têm a solução tanto para a geração de energia, como para o desemprego nacional.

    Não sei… mas se calhar falta-lhes uma noção de escala, não?!

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